MATO GROSSO
Governador assina termo de parceria para documentário sobre família de onças no Pantanal
MATO GROSSO
Produzido e filmado por Lawrence Wahba e Mike Bueno, o filme tem a contribuição do cineasta Emmanuel Priol, responsável pelo roteiro e supervisão editorial do material. Ele é vencedor de um Oscar de Melhor Documentário, a Marcha dos Pinguins, em 2006, e busca mais uma estatueta com o documentário que conta a história das onças Jaju e Âmbar. O documentário deve ser concluído em 2024.

Durante as filmagens, o governador teve a oportunidade de avistar a onça Marcela, que nadou e caçou um jacaré, que serviu de alimento para ela e a família. Cada onça do Pantanal é conhecida por suas rosetas (pintas), com padrão único, como as impressões digitais.
Mauro destacou ainda que os investimentos em turismo serão um marco nesta segunda gestão no Governo do Estado, para ser uma opção econômica ao agronegócio, atual carro-chefe do PIB estadual. Ele ainda afirmou que pretende usar a riqueza do agro para construir um turismo fortalecido, como os árabes fizeram com Dubai, criando um centro de turismo com a força dos recursos do petróleo.
“Estamos investindo no Parque Novo Mato Grosso; em Bom Jardim; licitando obras nas orlas de Barão, Santo Antônio e píer do Rio Mutum, e vamos asfaltar um aeroporto em Porto Jofre para facilitar a vinda de turistas brasileiros e internacionais, também estamos recuperando a Transpantaneira e vamos acabar com as pontes de madeira. O turismo, sem dúvida, é a maior fonte de perspectiva, de alternativa econômica ao agronegócio”, disse.

O cineasta Emmanuel Priol está no Pantanal pela segunda vez e contou que ao ser procurado por Lawrence Wahba e Mike Bueno para entrar no projeto, se interessou para poder compartilhar com a audiência a beleza da natureza a onças-pintadas do Pantanal.
“Na minha companhia, trabalhamos com documentários, filmes, ficção, música e séries. Há muitas séries diferentes. Neste documentário queremos contar a melhor história possível, como uma história da natureza, para as pessoas construírem uma ligação com a natureza, com as onças e a natureza”, explicou.
Ele pontuou ainda que esta é uma oportunidade para que o Brasil e a França possam concorrer a um Oscar juntos. “É o que nós esperamos, vamos tentar”, comentou.

O documentarista Lawrence Wahba disse esta é a 39ª vez que está no Pantanal e destacou que o Estado de Mato Grosso preserva o Pantanal, elogiando as ações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
“A onça é um animal sagrado, não do ponto de vista esotérico, mas pelo ponto de vista científico. Para a onça sobreviver no topo da cadeia alimentar, todos os elos devem estar saudáveis. O rio precisa estar limpo para ter peixe, para ter jacaré e ela comer o jacaré. A vegetação precisa estar saudável para ter capivara e a onça comer a capivara. A onça é um indicador ambiental, só tem onça onde a natureza é equilibrada. Posso afirmar que estamos na parte do Pantanal mais preservado do mundo”, afirmou.

Ideia do filme nasceu em 2020
Um dos produtores do documentário, Mike Bueno, contou que a ideia de fazer o filme surgiu quando eles perceberam a oportunidade de não só documentar onças, mas uma família de onças. As filmagens já estão em andamento há três anos e foram cerca de 20 viagens até a Porto Jofre, neste período. Com poucos turistas devido a pandemia, eles conseguiram muitas imagens das irmãs onças.
“Documentamos essas famílias com muita tranquilidade, muitas vezes ficando cinco horas, mostrando essas famílias brincando, cenas de carinho, cenas delas caçando, brigando com a sucuri. A ideia de chamar o Emannuel Priol veio por ser ele um expert e como na Marcha dos Pinguins, criar um filme de emoção como se fosse uma fábula um filme que conta a história de uma família e toda dificuldade que essa família tem para poder sobreviver para criar os filhos, ter cenas de amor, de carinho os desafios para as onças”, relatou.
Nesta segunda fase, são previstas cerca de 12 expedições ao Pantanal com períodos mais longos de até 15 dias com uma equipe bem maior de brasileiros e franceses, e com um sistema de estabilização das câmeras muito sofisticado garantindo mais qualidade das imagens. A Canon é uma das patrocinadoras do documentário e investiu cerca de R$ 400 mil em apenas uma das lentes utilizadas nas filmagens.

Mike Bueno falou da importância da entrada do Governo de Mato Grosso em apoiar financeiramente o documentário.
“Vem muito de encontro com o nosso Estado, porque mostra essa família de onças e o ambiente que elas vivem. Se a onça vive bem no seu ambiente, e se tudo funciona para aqueles no topo da cadeia, é porque o ambiente está saudável. Vamos mostrar que o nosso Pantanal é preservado e cuidamos do que temos. Além de ser um estado que produz muito, a gente cuida bem do ecossistema e vamos mostrar isso ao mundo e vamos conseguir proteger o Pantanal no futuro”, asseverou.
Para o secretário adjunto de Turismo, Felipe Wellaton, quando o documentário for exibido nas plataformas de streaming, haverá um ganho para o turismo no Pantanal de Mato Grosso, pois é no distrito de Porto Jofre, em Poconé, no Parque Estadual Encontro das Águas é onde as “onças bebem água”.
“Vai colocar o Parque Estadual Encontro das Águas no mapa do turismo mundial. Já é um destino do planeta, a maior concentração de onças-pintadas do mundo e vamos poder mostrar isso para novos mercados. O Governo tem trabalhado muito forte para concessão de créditos para termos mais pousadas, mais CNPJs, mais serviços e mais recursos para essa região. O turismo é uma opção ao agronegócio e vamos desenvolver essa cadeia e não traz só preservação, mais dinheiro no bolso do cidadão e desenvolve cidades”, informou.
Também participaram do evento a secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, o juiz da 1ª Vara do Meio Ambiente, Rodrigo Curvo, e os deputados estaduais Max Russi, Diego Guimarães e Reck Junior.
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MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.