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Governo de Mato Grosso investe na modernização do Sistema Socioeducativo

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Mais de R$ 67 milhões foram investidos no fortalecimento e humanização do Sistema Socioeducativo (SSE) de Mato Grosso, nos últimos quatro anos – 2019-2022. Deste total, R$ 56,1 milhões foram destinados à construção de quatro novos Centros de Atendimento Socioeducativos (Cases), um inaugurado em 2021 (Rondonópolis) e outros três em construção – Barra do Garças, Sinop e Cuiabá.  

Com capacidade para atender 60 adolescentes cada, as novas unidades são dotadas de quartos amplos, ventilados e iluminados; refeitório, amplo espaço para aulas, cursos profissionalizantes e biblioteca; campo de futebol; espaço para banho de sol, rádios comunicadores digitais e videomonitoramento; móveis e computadores novos; além de itens de segurança e defesa pessoal dos agentes e veículos, o que demandou investimentos de outros R$ 11 milhões.

A primeira unidade, de Rondonópolis, foi entregue em outubro de 2021 e mudou a realidade tanto dos servidores quanto dos adolescentes, que cumpriam medidas em um ambiente improvisado no prédio da primeira delegacia de polícia do município. Nela, foram investidos R$ 9,1 milhões.

Previstas para serem inauguradas no primeiro trimestre de 2023, estão em construção as unidades de Barra do Garças e Sinop, com investimento total de R$ 27 milhões. Já as obras da unidade de Cuiabá, com recursos já disponíveis de R$ 20 milhões, têm previsão de ser iniciadas em 2023.

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Além da estrutura física, o Governo do Estado está investindo em recursos tecnológicos, entre eles a aquisição de 29 rádios comunicadores digitais, sistema de videomonitoramento, computadores e itens de informática; além de 24 veículos e viaturas, coletes à prova de bala, equipamentos de proteção individual (EPIs), uniformes e armas e munições não letais.

Segundo a secretária adjunta de Justiça (Saju), Lenice Barbosa, a atual gestão assumiu o Sistema Socioeducativo mato-grossense em condições precárias e desumanas, em desarmonia com as normas do Sistema Nacional de Socioeducação (Sinase), que estabelece os requisitos a serem cumpridos pelos Estados em internação de menores em conflito com a lei.

Ela cita como exemplo o município de Barra do Garças, onde a atual unidade conta com lotação máxima de 20 vagas em uma área de 875 metros quadrados e foi construída há mais de 40 anos. A nova unidade terá três mil metros quadrados, com capacidade para atender até 60 adolescentes.     

“Eles, os adolescentes, viviam em quartos escuros, pequenos e sem ventilação adequada. Nas novas unidades, terão quartos amplos, ventilados e iluminados, inclusive com água gelada fornecida diretamente no quarto por encanamento próprio, espaço amplo para as aulas curriculares, cursos profissionalizantes e bibliotecas, já que a leitura é implementada há anos no Sistema Socioeducativo. Em síntese, os novos CASEs oferecerão uma política socioeducativa de qualidade”, detalhou Lenice Barbosa.

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Barbosa acrescenta que, com a modernização do sistema socioeducativo, as famílias dos internos e a sociedade podem esperar melhor resultado na socialização do menor em conflito com a lei, garantindo sua inclusão social.

“Com todos estes investimentos, teremos uma socioeducação forte, eficiente e com resultados ainda mais positivos, com oportunidades para educação e espaço no mercado de trabalho, ferramentas que permitirão evitar a prática de atos infracionais, fazendo assim com que tenham uma vida digna, transformando vidas e famílias”, concluiu Lenice Barbosa.

Fonte: GOV MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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