MATO GROSSO
Governo de MT já executou 83% da construção da ponte sobre o Rio das Mortes
MATO GROSSO
A ponte de concreto localizada sobre o Rio das Mortes, na MT-326, já está com 83% dos seus serviços executados. A previsão é que a estrutura, que tem 483 metros de extensão, seja finalizada no mês de julho.
Muito aguardada por toda a população do Araguaia, a ponte é construída pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). A obra é realizada com recursos do Governo do Estado, na ordem de R$ 52 milhões.
No momento, são executados os serviços de concretagem das aduelas da ponte. Esta ponte é construída pelo método de balanço sucessivo e essas aduelas formarão a estrutura por onde os veículos irão trafegar.
A ponte sobre o Rio das Mortes é fundamental para o desenvolvimento da região do Médio-Araguaia. Ela irá garantir que os moradores de Cocalinho possam se deslocar para outros municípios de Mato Grosso, sem que precisem fazer uso das duas balsas de pequena capacidade, que atualmente são necessárias para a travessia do rio.
Além de permitir a movimentação da população, a região de Cocalinho é uma grande produtora de calcário, minério utilizado pela agricultura para a correção de solo. A construção da ponte irá transformar o Araguaia em uma nova fronteira agrícola do Estado. O trânsito pesado de caminhões acaba por formar grandes filas de espera pela travessia.
“São mais de 500 bitrens que se avolumam para fazer a travessia de balsa”, explica o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira. “Essa obra sempre foi colocada pelo governador Mauro Mendes como prioridade. É uma obra importante que vai diminuir os obstáculos para o crescimento e representar um novo tempo para o Araguaia e Mato Grosso”, completou.
Durante uma visita à obra, o governador Mauro Mendes destacou a importância para o desenvolvimento da região. “Não importa o tamanho da ponte, mas a importância que ela terá para a economia, logística e para diminuir custos e tempo. A ponte do Rio das Mortes vai trazer competitividade e reduzir custos, além de melhorar o fluxo de todas as centenas de caminhões que hoje precisam utilizar a balsa do local. Vai ajudar muito com o desenvolvimento da região do Araguaia”, afirmou.
A Sinfra-MT também está executando a obra de pavimentação da MT-326, para garantir que Cocalinho tenha um acesso por asfalto até Nova Nazaré. Com 112 km de extensão, restam atualmente cerca de 2 km para que a obra seja finalizada.
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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0