MATO GROSSO
Governo de MT publica autorização para concurso da Secretaria Estadual de Saúde
MATO GROSSO
“Fazer a Saúde funcionar tem sido a nossa prioridade desde o primeiro mandato, e temos investido muito em reformas, adequações de todos os regionais e construção de seis novos grandes hospitais. Tenho certeza que essas centenas de profissionais que serão chamados vão colaborar muito para que possamos oferecer uma saúde de qualidade a todos os mato-grossenses, especialmente para aqueles que mais precisam”, diz o governador Mauro Mendes.
O secretário da SES, Gilberto Figueiredo, destaca que a Pasta já trabalha para contratação da empresa que irá elaborar o edital e realizar o concurso.
“Esse será o primeiro concurso realizado na saúde em 20 anos. É uma vitória para os servidores da Secretaria, que atualmente está com um quadro defasado. Queremos agradecer ao governador Mauro Mendes por ter autorizado o concurso para reforçar nosso time”, ressalta o gestor.
O secretário observa que a necessidade de um concurso público já havia sido identificada no início da gestão, mas as dívidas deixadas por gestões anteriores impediram a realização do certame. Após a regularização dos repasses, o Governo passou a investir nas oito unidades de saúde geridas pelo Estado e anunciou a construção de seis novos e grandes hospitais: o Central e Julio Muller, em Cuiabá, e os Regionais de Alta Floresta, Tangará da Serra, Juína e do Araguaia, em Confresa.
“Graças a Deus conseguimos superar os obstáculos e hoje temos condições de honrar com esse compromisso. Existem diversos investimentos sendo feitos na área da saúde, e somente na construção dos novos hospitais são aplicados R$ 800 milhões”, concluiu Gilberto.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.