MATO GROSSO
Hospital São Benedito volta a atender pacientes não Covid e deve retomar cirurgias eletivas em breve
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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que a abertura de 20 leitos de UTI geral e mais 20 leitos de enfermaria no Hospital São Benedito, que voltou a abrigar abrigar pacientes não Covid. Para breve, é esperado o anúncio da retomada também das cirurgias eletivas na unidade.
“Hoje abrimos 20 leitos de UTI Geral no São Benedito e 20 leitos de enfermaria, que já estão em pleno funcionamento. São Benedito é um hospital especializado em neurologia e ortopedia e vai voltar a atender essas especialidades. A pandemia acabou fazendo com que em março do ano passado eu determinasse que o hospital inteiro ficasse exclusivo para pacientes de Covid-19, e só o HMC ficou encarregado para os casos não Covid”, pontou o prefeito.
Emanuel acrescentou que apesar dos números da pandemia preocuparem, o São Benedito precisa voltar com as cirurgias eletivas, “dando vazão ao atendimento humanizado, cuidando da saúde da nossa gente, nos causos de neuro e ortopedia. Hoje reabrimos 20 leitos de UTI geral e 20 de enfermaria. Meu compromisso com vocês é abrir ainda em fevereiro os outros 62 leitos de enfermaria, chegando a 82 leitos. Temos mais 10 de UTI que ainda não estão habilitados mas estamos brigando contra o tempo, lutando para habilitá-los o quanto antes, para chegarmos a 30 vagas de UTI geral”.
O diretor da Empresa Cuiabana de Saúde pública, Paulo Rós, gestor do HMC e do São Benedito explica como serão distribuídos os leitos após todos estarem abertos.
“Teremos ao todo 30 leitos de UTI geral, 32 leitos de enfermaria para neurocirurgia, 32 para ortopedia, 6 para cirurgia geral, 6 para clínica geral e 6 para cardiologia, que está em fase de implantação. Esse retorno do hospital para realização de cirurgias eletivas de alta complexidade vai desafogar a rede municipal de saúde e de todo Mato Grosso, já que o Hospital São Benedito é o único hospital que realiza as cirurgias ortopédicas eletivas de alta complexidade no Estado”, ressaltou Rós.
FONTE/REPOST: Wesley Santiago – OLHAR DIRETO
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.