MATO GROSSO
Idealizador de projeto social que constrói casas para famílias carentes recebe escritura do Governo de MT
MATO GROSSO
Erivaldo da Rocha mora no Pedra 90, em Cuiabá, e encerrou uma espera de 22 anos pelo documento.
O pedreiro Erivaldo da Rocha, de 43 anos, se uniu às mais de 18 mil famílias de Mato Grosso que receberam a escritura de suas casas de forma gratuita do Governo do Estado desde o início da atual gestão. Ele, que mora no bairro Pedra 90, em Cuiabá, encerrou uma espera de 22 anos pelo documento que garante a segurança do direito de posse.
Hoje, ele vive na casa com a esposa, Ilza Lourença Sampaio, e as duas filhas. Erivaldo é idealizador do projeto social “Amor de Cristo”, que constrói casas para pessoas carentes por meio de doações de empresários e de lojas de materiais de construção. Ele dedica parte do seu tempo na construção de residências com quatro cômodos: um quarto, um banheiro e uma sala em conjunto com a cozinha, para que famílias saiam do aluguel, da moradia de favor e de condições precárias.
“Hoje estou sendo abençoado com a escritura da minha casa. Quero deixar aqui meu agradecimento, de coração, primeiramente a Deus, ao presidente do Intermat, Francisco Serafim, ao governador Mauro Mendes e também a todos que estão envolvidos neste momento. Nós sabemos que a luta não é fácil. Deus me deu uma missão que é compartilhar com o próximo, a vida só faz sentido se amarmos uns aos outros, é o que eu tenho buscado”, disse Erivaldo ao receber do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) a escritura definitiva na sexta-feira (27.09).
Iniciada em 2016, a ação social já teve repercussão regional e nacional, com divulgação no Jornal Nacional, da TV Globo. Erivaldo realizou o sonho de um lar para 14 famílias em Cuiabá e, em breve, começará a construção de mais uma casa, dando continuidade ao seu trabalho voluntário e solidário que está mudando a vida de várias famílias da capital.
O presidente do Intermat, Francisco Serafim, destacou a agilidade na entrega do documento. Somente em Cuiabá, já foram entregues mais de 10 mil escrituras nos últimos cinco anos.
“Entregamos aqui a certidão de registro, que conseguimos em tempo recorde no cartório, um documento completo, não precisa se preocupar com nada, é só guardar e fazer bom uso”, declarou.
Ao todo, o Governo de Mato Grosso já investiu R$ 68 milhões na regularização fundiária no Estado. A meta do Intermat, que tem a Assembleia Legislativa e diversas prefeituras como parceiras no trabalho de regularização fundiária, é entregar 20 mil escrituras urbanas e rurais até 2026.
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0