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Importação de máquinas agrícolas registra alta de 44,6%

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Aumentar a produtividade e consequentemente melhorar os resultados da produção é objetivo de qualquer produtor rural, e a melhor forma de se aproximar dessa meta é investir principalmente em equipamentos e tecnologia de ponta. Desde a escolha das sementes até a hora da colheita o produtor deve estar atento ao que de melhor está à sua disposição. No Brasil, produtores estão investindo na melhoria de seus equipamentos, e em Mato Grosso não é diferente. Dados sobre importação de máquinas agrícolas refletem o interesse na modernização da produção e registram alta de até 46,6% em janeiro de 2025 em alguns modelos.

Segundo dados do Comex Stat, somente em janeiro deste ano, máquinas e aparelhos agrícolas para preparação ou trabalho do solo movimentaram mais de US$ 9,2 milhões no Brasil, alta de 46,6% em relação ao mesmo mês de 2024. Máquinas para colheita ou debulha de produtos agrícolas também registraram alta na importação no país, e movimentaram mais de US$ 33,1 milhões no primeiro mês do ano, alta de 18,5% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, a importação de máquinas agrícolas e de construção triplicou entre os anos de 2020 e 2024, conforme estudo apresentado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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Para a desenvolvedora de novos negócios da WM Trading, Amanda Verjovsky um dos fatores que pode contribuir para o aumento nas importações de máquinas agrícolas é o crescimento da China neste tipo de operação, que mesmo ainda estando muito atrás dos Estados Unidos, vem conquistando mercado nos últimos dois anos.

“O gigante asiático aumentou sua participação no segmento das exportações para o Brasil, saindo de 7,3% em 2022 para 11% em 2024, com isso são mais opções de oferta para o produtor poder escolher o equipamento que melhor atende suas necessidades. Desta forma, e com o auxílio de uma empresa especialista na importação, o produtor poderá ter sua frota renovada e com equipamentos e tecnologia de ponta”, finalizou.

Outro grande atrativo para a importação de maquinários agrícolas são os benefícios fiscais exclusivos da importação via trading, que permitem reduzir a carga tributária e otimizar o fluxo de caixa dos produtores. Com a estrutura certa, é possível importar equipamentos de ponta com menor custo e maior eficiência operacional.

“A importação via trading possibilita acesso a incentivos fiscais diferenciados, como regimes especiais que reduzem tributos na nacionalização e permitem maior previsibilidade financeira. Isso garante que o produtor rural invista em tecnologia de ponta sem comprometer seu orçamento”, explica Amanda.
Ainda conforme a desenvolvedora de novos negócios, a companhia também tem expertise em importação de outros produtos essenciais para o agronegócio, como aeronaves, equipamentos de irrigação, peças de reposição e fertilizantes.

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“A WM possui vasta experiência com mercados americanos, chineses e muitos outros, e por isso pode encontrar fornecedores mundiais para quem busca importar equipamentos para melhorar o desempenho de produção”.

WM Trading

Fundada em 2004, a WM Trading foi a primeira do setor no Brasil a obter a certificação ISO 9001, em 2010. Esse reconhecimento reforça seu papel na padronização de processos, garantindo mais eficiência, qualidade e previsibilidade nas operações de importação.

A companhia está presente em 14 estados brasileiros e uma filial no Panamá. Além disso, a empresa possui certificações necessárias para concluir nacionalizações junto a diversos órgãos como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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