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Índia Moema: o poema do século XIII que inspirou tática de Botelho

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O presidente da Assembleia Eduardo Botelho usou um poema escrito em 1781 como metáfora para sua cada vez mais provável saída do União Brasil.

“Eu não tenho vocação para fazer papel da índia Moema. Você conhece a história da índia Moema? Daquela que ficou nadando no rio e morreu afogada atrás do Caramuru. Eu não tenho vocação para isso”, disse.

Escrito por Santa Rita Durão, o poema “Caramuru” conta que Moema morreu afogada ao tentar seguir o barco em que estavam sua irmã Paraguaçu e o português Diogo Álvares Correia, o “Caramuru”.

Os três haviam vivido um triângulo amoroso, mas “Caramuru” decidiu voltar para Portugal levando consigo apenas Paraguaçu. 

Na vida real, Botelho tenta ser o candidato do União à Prefeitura de Cuiabá, mas não tem o apoio do governador Mauro Mendes, que prefere o atual chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

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Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

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Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.

Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.

A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.

Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.

Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.

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“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.

Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.

 

Serviço

Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

Horário: 28 de maio, às 19h

Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá

Entrada franca

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