MATO GROSSO
Inscrições para Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação são prorrogadas até 22 de setembro
MATO GROSSO
As inscrições devem ser feitas exclusivamente na plataforma da Mostra, clicando aqui.
Ao todo, 80 projetos serão selecionados para serem apresentados entre os dias 16 e 18 de outubro, de forma presencial, na Faculdade de Tecnologia do Senai-MT (FATEC) e também online. Do total, 30 projetos de estudantes do 8º e 9º ano do ensino fundamental e médio e alunos do ensino técnico e profissionalizante serão classificados como finalistas.
Organizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), a Mostra irá premiar os melhores trabalhos apresentados nas categorias estabelecidas em edital. Entre os prêmios está a indicação para participação na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), organizada pela Universidade de São Paulo (USP).
Além disso, cada aluno da equipe que tiver a melhor pontuação (1º lugar) receberá um Smartphone. Outros 20 projetos serão premiados com 20 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) ofertadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat), com duração de até 12 meses.
Para participar da seleção, os estudantes de instituições públicas e privadas deverão inscrever um trabalho voltado para a superação das desigualdades regionais. Cada projeto deve contar com a indicação de um aluno e um professor orientador.
A superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, Lecticia Figueiredo, explicou as razões para a prorrogação e deu destaque à importância da participação dos professores orientadores, que poderão receber certificados de participação dos projetos selecionados como finalistas.
“Estamos estendendo o prazo da 15ª MECTI devido à nossa expectativa de ampliar o número de cidades, participantes, estudantes, e professores, que possam envolver seus alunos em projetos de iniciação científica, para que possamos alcançar cada vez mais mais municípios do estado. Contamos com a ajuda dos professores para desenvolver desde a escola esse olhar para a pesquisa científica e de inovação”, reforçou Lecticia.
Os interessados devem ler a íntegra do edital e se atentar para a utilização dos modelos de apresentação e escrita do resumo do trabalho. Para a inscrição, é imprescindível apresentar todas as informações solicitadas no formulário online. Para acessar, clique aqui.
Em sua 15ª edição, a Mostra conta ainda com a realização do Governo Federal, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Já os apoios são da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Instituto Farmun.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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