Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Kalil reage contra críticas de Emanuel e dispara: “Não somos irmãos de partido”

Publicados

MATO GROSSO

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), rechaçou qualquer tipo de “irmandade” com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MD), e rebateu as críticas do gestor do Executivo da Capital, sobre ter autorizado o Governo do Estado a retirar os vagões do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para começar instalação do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido). “Nós não somos irmãos de partido. Somos correligionários e pertencemos ao mesmo partido. E ele não tem porque fazer critica a mim. Cuiabá não sofreu o que a Várzea Grande sofreu, Cuiabá sequer teve uma vida perdida como na Avenida da FEB. Então, ele não sabe o que é isso. Várzea Grande sabe o que é. Ao longo dos anos, várias pessoas morreram na avenida da FEB, empresas foram fechadas, o desemprego aconteceu”, disse Kalil.

A declaração ocorre após Emanuel Pinheiro ter dito à imprensa que não permitiria a “quebradeira” do Governo em Cuiabá, como faz com Várzea Grande. Kalil, por sua vez, ressaltou que não se arrepende de ter tomado atitude de autorizar o início das obras. “Eu optei pelo que seria mais rápido e imediato, que resolveria o problema, é nisso que eu estou focado. Agora, se ele tem alguma coisa a questionar sobre o VLT e BRT, ele que vá questionar na Justiça o Governo do Estado.

Leia Também:  Jaguatiricas chegam no Tocantins para projeto de conservação da espécie; veja vídeo

Eu já tomei minha decisão”, afirma.
Emanuel Pinheiro, de fato, busca judicialmente tentar barrar a obra BRT no Estado, mesmo após uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) ter autorizado o início das obras em dezembro do ano passado. O prefeito levanta a bandeira de que o VLT não pode ser tirado do projeto de instalação, visto que já houve milhares de dinheiro público gastos com o modal.

Alega ainda que “rasgo” para início de instalação do modal já foi feito. Ele diz que só autorizará as obras depois que todo o projeto executivo passar por um “estudo técnico” minucioso nas secretarias de Obras, Mobilidade Urbana (Semob) e Desenvolvimento Urbano.

FOLHA MAX

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

Publicados

em

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

Leia Também:  VÍDEO: Paciente diabética de Cuiabá faz desabafo após três meses sem reposição de medicamento público

“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Leia Também:  Esposa de deputado tem 2 carros de luxo penhorados para pagar advogado em MT

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA