MATO GROSSO
Esposa de deputado tem 2 carros de luxo penhorados para pagar advogado em MT
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O juiz Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Cuiabá, determinou a expedição de mandado de penhora, avaliação e remoção de dois veículos registrados em nome da ex-deputada federal e ex-secretária de Estado, Teté Bezerra, esposa do deputado federal Carlos Bezerra (MDB). São dois SUVs da marca Honda, ambos modelo HR-V, um de cor prata ano 2021 e outro de cor vermelha, modelo 2016, que serão utilizados no pagamento de honorários advocatícios.
O autor da ação de execução afirma que o valor atualizado da dívida seria de R$ 1,8 milhão. Quem move a ação é o advogado Diego Castro de Melo.
Conforme os autos, trata-se de cumprimento de sentença contra Teté Bezerra em razão de sentença proferida em outro processo no qual ela foi condenada ao pagamento de honorários sucumbenciais fixados em 20% sobre o valor da causa, o que representaria a quantia de R$ 367,6 mil. Vale ressaltar que em junho de 2021 o mesmo juiz bloqueou uma fazenda de Carlos Bezerra e Teté Bezerra para garantir o pagamento de uma dívida de R$ 18,6 milhões cobrada pelo engenheiro Pedro Luiz Araújo Filho, relativa a um empréstimo contraído pelo casal.
Quando buscou a Justiça em 2014 com a ação de cobrança, o engenheiro informou que o valor inicial era de R$ 7 milhões. O novo despacho envolve uma “briga” por pagamento de honorários a diferentes advogados que atuaram no processo fazendo a defesa do engenheiro na saga travada na Justiça para receber do casal Bezerra.
Após intimação para pagamento, o jurista pediu o bloqueio online nas contas de Teté Bezerra. Foi então que o engenheiro Pedro Luiz Araújo compareceu nos autos, assistido por outro advogado, informando a juntada da guia de pagamento das taxas solicitadas.
Teté Bezerra impugnou o cumprimento da sentença, afirmando que no decorrer do processo vários advogados atuaram na causa. Ela sustentou que Diego Castro de Melo só possui legitimidade para requerer o cumprimento da sentença, referente aos honorários de sucumbência no que lhe corresponde.
Nesse sentido, a esposa de Carlos Bezerra argumenta que o advogado Diego de Melo não atuou durante os embargos ajuizados por ela contra sentença a favor do engenheiro, ou mesmo na fase recursal, na medida em que até o recurso especial manejado eram outros cinco advogados que possuíam instrumento de procuração nos autos. Dessa forma, afirmou ser necessária a liquidação para que seja arbitrado o valor da condenação fragmentado a cada advogado que atuou nos autos.
Teté Bezerra ainda pediu que fosse reconhecida a litigância de má-fé do advogado Diego Castro de Melo. O jurista, por sua vez, sustentou que os advogados que tiveram os poderes revogados não podem pleitear os honorários sucumbenciais, havendo necessidade de ingressarem ação de arbitramento de honorários.
Em seu despacho, do dia 16 deste mês, o juiz Luiz Octávio Saboia desconsiderou as alegações de Teté Bezerra e esclareceu que o advogado Diego Castro de Melo assumiu a defesa do engenheiro antes do trânsito em julgado da condenação quanto aos honorários sucumbenciais. “O procurador em questão não teria legitimidade para executar os honorários da fase de conhecimento se a constituição deste fosse realizada apenas na fase de cumprimento de sentença, o que não se verifica na hipótese em exame”, pondera o magistrado.
De acordo com o juiz da 3ª Vara Cível de Cuiabá, não há que se falar em necessidade de liquidação por arbitramento ou ilegitimidade do advogado Diego Castro de Melo buscar, através do cumprimento de sentença, os honorários sucumbenciais fixados na fase de conhecimento. Por este motivo, ele julgou improcedente a impugnação ao cumprimento de sentença manejado por Teté Bezerra.
E levando-se em conta que foram encontrados dois veículos registrados em nome dela e inclusão de restrições, o magistrado determinou que seja expedido “mandado de penhora, avaliação e remoção dos veículos em questão, que deverão ser depositados em poder do exequente, na condição de fiel depositário dos bens”. Depois que for efetuada a penhora e avaliação, Teté Bezerra será intimada com prazo de 10 dias para solicitar, caso queira, a substituição dos bens penhorados e se manifestar também sobre a avaliação realizada.
FONTE/ REPOST: WELINGTON SABINO- FOLHA MAX
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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