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Mais de 300 famílias são beneficiadas em Mutirão de atendimentos que celebrou os 25 anos da Defensoria Pública de Mato Grosso

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As demandas foram, em sua maioria, nas áreas Cível, Criminal, da Família, Saúde, Consumidor e de Execução Penal; Também foram parceiros da ação a ALMT, POLITEC, Senac, TRE-MT e Receita Federal

A Defensoria Pública de Mato Grosso realizou neste sábado (24), em Cuiabá, a primeira edição de 2024 do Mutirão Defensoria Até Você. A ação, promovida na data em que o órgão celebra 25 anos de existência, irá se estender ao longo do ano e em outras cidades do Estado.

A edição comemorativa aconteceu na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Prof. Lenine de Campos Póvoas, no bairro Jardim União. Por meio do Mutirão, a comunidade recebeu orientação e pôde realizar serviços jurídicos, regularizar o título de eleitor, regularizar o CPF, emitir Carteira de Identidade (RG) e requisitar isenção para 2ª via de documentos. Também foi oferecido corte de cabelo e aplicação de tranças.

“Celebrando os seus 25 anos, a Defensoria faz o que melhor sabe fazer: atender a população, servir o cidadão e acolher! Este grande mutirão é para isso, para que possamos prestar nossos serviços com qualidade. E estamos prestando esse serviço há 25 anos por todo o estado de Mato Grosso”, frisou a defensora pública-geral, Luziane Castro, que participou ativamente da ação.

Ao todo, foram mais de 300 atendimentos realizados e agendados nas áreas Cível, Criminal, da Família, Saúde, Consumidor e de Execução Penal. Também foram parceiros da ação a Assembleia Legislativa, Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC), Senac, Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e Receita Federal.

Moradora do Jardim União, Jovanete Antônia da Silva comemorou a ida dos defensores públicos para o bairro neste sábado. Segundo ela, a rotina no trabalho e com os filhos muitas vezes a impede de buscar o atendimento da Defensoria indo aos Núcleos durante a semana.

“Há muitos anos o pai do meu filho não está pagando pensão, eu já tenho um processo sobre isso na Defensoria, hoje o defensor me orientou para resolver. Meu filho é autista e já tem 18 anos, então eu queria entender se o pai ainda tem que ajudar, porque há muitos anos ele não ajuda. Ele me disse que o pai tem que me ajudar sim, com a alimentação dele, com as coisinhas dele. E eu trouxe minha filha também para tirar os documentos dela e fazer título de eleitor. Isso ajuda muito, a gente aqui não conhece, não entende de lei. Quando eles vêm aqui perto, fica mais fácil. Faz dias que eu precisava resolver essas questões, mas a gente não tem tempo, passa o dia todo no trabalho, filhos na escola e tudo mais, é difícil se deslocar. Estando aqui no bairro, a gente tem mais comodidade”, afirmou.

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A defensora pública Regiane Ribeiro, que integra os quadros da Defensoria Pública de Mato Grosso desde o ingresso da primeira turma, em 1999, conta que a Instituição avançou muito ao longo destes 25 anos e relembra a época em que coordenou a realização dos mutirões, sem a estrutura que hoje é possível oferecer aos assistidos.

“Quando nós começamos tudo era tão diferente. Não tínhamos estrutura nenhuma e a população de Mato Grosso nem sabia o que era a Defensoria Pública. Hoje, 25 anos depois, podemos realizar um mutirão como esse, com computadores, com pessoal ajudando. Eu fui uma das coordenadoras dos mutirões logo que a Defensoria começou e posso afirmar com certeza que tivemos muito progresso. Nós lutamos muito, junto dos novos colegas, por uma causa muito justa: a defesa das pessoas necessitadas. E vai além do atendimento jurídico, às vezes a pessoa necessita de uma conversa, de atenção. A Defensoria está cada dia maior e melhor”.

Ela pondera, no entanto, a necessidade de equiparação do orçamento da DPMT com outros órgãos do Estado. “A gente ainda tem muito o que avançar. A Defensoria ainda tem um orçamento muito abaixo em relação aos outros órgãos que atendem a população. Devemos ter uma estrutura que se compare ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça, para que a gente possa atender nossos assistidos da forma que eles merecem”, acrescentou.

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Diretora da EMEB Prof. Lenine de Campos Póvoas, Juscineide Moraes Barbosa, reforçou a importância de ações como o Mutirão Defensoria Até Você para a melhoria na qualidade de vida não só dos alunos, mas de toda a comunidade que foi beneficiada.

“A Defensoria e esse trabalho todo que está sendo realizado na nossa comunidade é de suma importância. Nós, enquanto professores e gestores, desenvolvemos muitas vezes o papel de pai, assistente social, psicólogo, né?! E, nesse sentido, perpassamos por todas as necessidades dos alunos, alunos que têm uma família por trás. A realidade dessas famílias influencia no cotidiano dos nossos alunos e, consequentemente, no desenvolvimento das nossas ações. Eu gostaria de agradecer muito por este momento, porque nós caminhamos junto dessas famílias”, disse.

Já a moradora Aida de Araújo, 58 anos, acompanhou seu esposo, Osmar Terra, de 52 anos, para que ele pudesse regularizar sua documentação. Além disso, o casal também pediu ajuda para a Defensoria Pública para que Osmar possa frequentar a escola.

“Ele tem uma deficiência no aprendizado. Ele tentou estudar, até recebeu certificado de alfabetização, mas ele não foi alfabetizado. Ele não consegue, por exemplo, assinar o nome. É muito ruim, socialmente, causa muito constrangimento. E o defensor me orientou, me deu algumas dicas, agora nós vamos resolver”, comemorou Araújo.

Aida também parabenizou a Defensoria Pública pelos 25 anos e destacou que a Instituição foi a única porta que se abriu para os problemas da comunidade do Jardim União. “Muitas pessoas não têm o conhecimento dos seus direitos, não tem documento, não é acolhido em outros órgãos. Eu mesma tentei ir em outros lugares. Nós somos uma comunidade carente e isso aqui foi uma maravilha pra gente”, pontuou.

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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