MATO GROSSO
Mais de 90% das escolas estão funcionando normalmente nesta quarta-feira (28)
MATO GROSSO
Para o professor Alércio Lemes, da Escola Estadual Elizabet Evangelista Pereira, no Município de Rosário Oeste, se for por questão salarial a paralisação não se justifica. “Mesmo que seja apenas por um dia, é prejudicial ao andamento do ensino e aprendizagem. Os salários estão em dia. Recebemos dentro do mês trabalhado, sem contar que temos um dos melhores salários no país na nossa categoria”. O educador diz que “não viu, em nenhum governo anterior, tantos investimentos na educação pública”.
O professor, que também é regente da banda da escola, observa que os investimentos do Governo de Mato Grosso na educação passam pela infraestrutura das escolas com reformas gerais e novas construções e chega à mesa, por exemplo, com alimentação escolar de qualidade. “Hoje, temos tudo de primeira linha. Seja na qualidade dos uniformes que estão sendo entregues, computadores para todos os professores e Chromebooks para uso dos estudantes nas escolas, internet nas unidades e capacitação para aperfeiçoamento no uso das tecnologias digitais e equipamentos”.
Educadora há 23 anos, Carlia Leite Carvalho é a atual diretora da Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda, no município de General Carneiro. Ela assegura que também não havia visto tanto investimento refletindo positivamente no resultado pedagógico. “Saímos de um período em que o estudante ficava três anos estudando com o mesmo material do Programa Nacional do Livro Didático. Hoje, temos o Sistema Estruturado, materiais impressos atualizados a cada bimestre e as tecnologias educacionais desembarcaram para ficar de vez em sala de aula”.
Nesta quarta-feira, em vez de paralisar as atividades, Carlia decidiu manter o calendário escolar. “Hoje, por exemplo, o pátio está vazio porque os estudantes e os professores estão em sala de aula fazendo avaliações do Sistema Estruturado de Ensino e, logo após, teremos a recuperação de conteúdos”. Ela reforça que a mesma sensação de comprometimento da Seduc com os professores é transmitida pelos estudantes. “Todos compareceram às aulas e, a exemplo da rotina diária, chegaram mais cedo para o café da manhã. Logo mais teremos a segunda refeição reforçada e uma fruta na saída do turno”.
Em Colniza, a diretora da Escola Estadual Tarcila do Amaral, professora Liliane Juselia da Silva Peres, também foi uma das 602 gestoras educacionais que decidiram manter as atividades para não comprometer o calendário escolar. “Temos um impacto maravilhoso causado pelas trinta políticas e mais de 150 ações do Programa Educação 10 Anos. Os investimentos na infraestrutura, no pedagógico e na valorização profissional têm proporcionado um ambiente mais acolhedor a toda comunidade escolar. Não é momento de paralisar as atividades e, sim, de intensificar o ensino e aprendizagem”.
Decisão idêntica à tomada pelo diretor da Escola Estadual São José, no Município de Pontes e Lacerda. Erenidio Gonçalves diz que, ao manter a escola aberta, está retribuindo aos investimentos que tem recebido e à sua obrigação, que é fazer com que a escola funcione todos os dias definidos pelo calendário anual. “Cumprimos fielmente o planejamento e tenho a certeza de que vamos avançar nas avaliações somativas e que a Escola São José vai estar entre as mais bem avaliadas porque educação se faz com escola aberta e não fechada”.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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