MATO GROSSO
Mauro Mendes é empossado governador: “Quero um Estado que seja ainda mais eficiente para entregar políticas públicas para o cidadão”
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes, ao lado da primeira-dama Virginia Mendes, e o vice-governador Otaviano Pivetta foram empossados na tarde deste domingo (1º.01), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para o segundo mandato à frente do Poder Executivo Estadual. Em seu discurso, Mauro agradeceu a união entre os poderes no primeiro mandato, e afirmou que o desafio dos próximos quatro anos é garantir uma maior eficiência nas entregas para os cidadãos mato-grossenses.
“No segundo mandato, teremos missões e tarefas talvez um pouco diferente: hoje temos um Estado que está figurando entre os melhores do Brasil, então nosso desafio será a eficiência. Quero um Estado que seja mais eficiente para entregar políticas públicas para o cidadão, que seja capaz de devolver à sociedade tudo aquilo que pagamos na forma de impostos. Quero, com a mesma lealdade, determinação e coragem, contar com apoio de todos vocês, deputados estaduais e federais, senadores, secretários e servidores. Os desafios serão diferentes, porém não serão menores”, afirmou.
Mauro lembrou a dificuldade enfrentada no início do primeiro mandato, em 2019, que exigiu a tomada de medidas consideradas duras, à época, mas que foram fundamentais para garantir a excelente gestão fiscal alcançada ao longo do mandato, já reconhecida pela Secretaria do Tesouro Nacional.
“Nós conseguimos, com muito esforço e com excelente resultado, concluir a missão que nos foi confiada, de consertar o Estado de Mato Grosso. Os números podem ser traduzidos pelo resultado da última eleição: honrosamente, recebemos 68,45% dos votos dos mato-grossenses, mais de 1,1 milhão de votos. Cada um deles depositou em todos nós que estamos no Executivo do Estado uma nova missão, que teremos que exercer ao longo dos quatro anos: trabalhar com a mesma seriedade, com Deus e nossos propósitos e, incansavelmente, persegui-los no dia-a-dia”, discursou o governador.
Então, agradeceu a parceria das instituições, deputados e bancada federal, que ajudaram o Governo de Mato Grosso a se recuperar.
“Obrigada pelas parcerias dessa Casa. Vou sempre agradecer, porque em momentos muito especiais vocês não faltaram com os mato-grossenses e com o Estado de Mato Grosso, e aos poderes, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, da forma unida como temos procurado desempenhar, cada um, o seu papel, e respeitando mutuamente e somando forças e energias para entregarmos mais para Mato Grosso e os mato-grossenses”, agradeceu.
Ao final, em nome da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e do filho, Luís Antônio, Mauro aproveitou para agradecer a parceria e o apoio da família ao longo do primeiro mandato.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, também discursou durante a cerimônia de posse. Botelho, assim como o governador, lembrou da importância da parceria entre o Executivo e o Legislativo, que foi primordial para garantir avanços importantes no Estado.
Botelho parabenizou o governador pelas importantes obras e investimentos realizados no primeiro mandato, ressaltou a harmonia entre os poderes, e garantiu que a Assembleia continuará sendo parceira do Estado em prol do desenvolvimento econômico e social mato-grossense.
“Enfatizo a independência e harmonia dos poderes no Estado de Mato Grosso, cuja independência jamais foi maculada. Vivemos em absoluto equilíbrio, mesmo quando há divergência de ideias. É assim que a democracia se fortalece. Por isso, trabalhamos e trabalharemos, dentro das nossas possibilidades, para que a produtividade do trabalho legislativo possa ser acelerado e, assim, serem atacados os problemas de base que afligem o nosso Estado”, finalizou, desejando prosperidade aos empossados.

Foto: Jâna Pessoa/Unaf
Solenidade
A solenidade de posse do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta, realizada no Plenário das Deliberações da Assembleia Legislativa, foi célere. A cerimônia contou com uma breve oração, seguida da entrega das declarações de renda dos eleitos, conforme determina a Constituição Federal, e da leitura do juramento de posse, em manter, defender e cumprir a Constituição da República e de Mato Grosso. Por se tratar de reeleição, não houve transmissão de faixa.
Entre as autoridades que estiveram presentes na cerimônia estão a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino, o procurador-geral de Justiça, Ministério Público do Estado (MPE), Deosdete Cruz, os procuradores de Justiça Marcos Regenold e Marcelo Ferra, a defensora pública-geral, Maria Luziane Ribeiro de Castro e a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso, Gisela Alves Cardoso.
Também estiveram presentes os senadores Jayme Campos, Wellington Fagundes e Fábio Garcia (eleito), e a suplente Margareth Buzetti, deputados estaduais da atual legislatura e eleitos, secretários de Estado e prefeitos, dentre eles Kalil Baracat (Várzea Grande), Roberto Dorner (Sinop), Andrea Wagner (Jaciara) e Eliene Liberato (Cáceres).
Após a solenidade, o governador Mauro Mendes se dirigiu ao Palácio Paiaguás para coletiva de imprensa e dar posse aos novos secretários de Estado.
Eleição
A chapa do governador Mauro Mendes e do vice Otaviano Pivetta recebeu 1.114.549 votos totais, o equivalente a 68,45% dos votos válidos apurados na eleição de 2 de outubro de 2022.
Perfil
Mauro Mendes Ferreira exerceu o cargo de prefeito de Cuiabá, entre 2013 e 2016. Empresário, já esteve à frente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), do Sesi e Senai entre 2007 e 2010, e foi vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 2019 foi eleito governador de Mato Grosso pela primeira vez, quando recebeu 840.094 mil votos.
O vice-governador Otaviano Pivetta também é empresário em Mato Grosso e ex-deputado estadual. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três vezes, tendo assumido o cargo pela primeira vez em 1997. Sua última gestão, encerrada em 2016, recebeu mais de 80% de aprovação da população.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.