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Max e Botelho mantém disputa pela presidência: “será no espreme gato”

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), afirmou que segue sem definição sobre a composição de sua chapa para a disputa da Mesa Diretora biênio 2023/2025. Em entrevista nesta segunda-feira (23), o parlamentar disse crer em um acordo somente no “espreme gato”, ou seja, no prazo final para definir as chapas.

A declaração ocorreu após reunião entre ele e o deputado Max Russi (PSB), com governador Mauro Mendes (União) e o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (PL) no Palácio Paiaguás. Ambos oficialmente disseram que o assunto da Mesa não havia sido pauta.

“Governo não é lugar para debater assuntos internos da Assembleia, isso é para ser discutido em outro lugar. Hoje a reunião aqui não foi para isso, estamos discutindo orçamento, o Governo vai publicar a Lei orçamentaria, Empaer e outros assuntos discutidos com o Mauro Mendes e o Mauro Carvalho”, informou.

No entanto, o presidente afirmou que o tema deve ser discutido em breve na Casa e que possivelmente continuarão “na conversa” até o último momento, ou seja, semana que vem. “Essa semana vamos continuar conversando para ver se a gente consegue entrar em um consenso. Ainda não chegamos nisso, mas é assim mesmo. Mesa é sempre assim, acaba quase no final, como nós falamos aqui em Cuiabá, no “Espreme Gato” então é isso que nós vamos fazer”, comunicou.

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Os dois deputados vivem um impasse de definição sobre a disputa pelo cargo de presidente da Casa. Isto porque Botelho obteve o aval jurídico de que poderia disputar o cargo por mais um mandato, após uma brecha na lei do Supremo Tribunal Federal.

A lei proíbe a disputa do mesmo cargo por mais de uma vez. Com isso, Max que já havia declarado publicamente sobre a sua participação no pleito pelo comando da Mesa, agora se mantém resistente em recuar, para novamente compor com o colega parlamentar.

FOLHA MAX 

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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