MATO GROSSO
Max e Botelho mantém disputa pela presidência: “será no espreme gato”
MATO GROSSO
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), afirmou que segue sem definição sobre a composição de sua chapa para a disputa da Mesa Diretora biênio 2023/2025. Em entrevista nesta segunda-feira (23), o parlamentar disse crer em um acordo somente no “espreme gato”, ou seja, no prazo final para definir as chapas.
A declaração ocorreu após reunião entre ele e o deputado Max Russi (PSB), com governador Mauro Mendes (União) e o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (PL) no Palácio Paiaguás. Ambos oficialmente disseram que o assunto da Mesa não havia sido pauta.
“Governo não é lugar para debater assuntos internos da Assembleia, isso é para ser discutido em outro lugar. Hoje a reunião aqui não foi para isso, estamos discutindo orçamento, o Governo vai publicar a Lei orçamentaria, Empaer e outros assuntos discutidos com o Mauro Mendes e o Mauro Carvalho”, informou.
No entanto, o presidente afirmou que o tema deve ser discutido em breve na Casa e que possivelmente continuarão “na conversa” até o último momento, ou seja, semana que vem. “Essa semana vamos continuar conversando para ver se a gente consegue entrar em um consenso. Ainda não chegamos nisso, mas é assim mesmo. Mesa é sempre assim, acaba quase no final, como nós falamos aqui em Cuiabá, no “Espreme Gato” então é isso que nós vamos fazer”, comunicou.
Os dois deputados vivem um impasse de definição sobre a disputa pelo cargo de presidente da Casa. Isto porque Botelho obteve o aval jurídico de que poderia disputar o cargo por mais um mandato, após uma brecha na lei do Supremo Tribunal Federal.
A lei proíbe a disputa do mesmo cargo por mais de uma vez. Com isso, Max que já havia declarado publicamente sobre a sua participação no pleito pelo comando da Mesa, agora se mantém resistente em recuar, para novamente compor com o colega parlamentar.
FOLHA MAX
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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