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Morador de VG é preso por não buscar atendimento à cadela com a boca machucada

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Um homem, 33 anos foi preso em flagrante, nessa segunda-feira (10.07), em uma ação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). Ele é suspeito de ter deixado de buscar atendimento para sua cadela, que apresentava ferimentos gravíssimos, configurando um crime de maus-tratos aos animais. As informaçãos são da  Polícia Civil de Mato Grosso.

As investigações tiveram início após a equipe de investigadores da Dema receber uma denúncia de maus-tratos no bairro Unipark, em Várzea Grande, onde uma cadela estava perambulando pelas ruas com a boca dilacerada. Durante as diligências no bairro, os policiais localizaram o animal em frente à residência vizinha à do suspeito, porém, ele não se encontrava em casa.

A vizinha, ao ser questionada, relatou que já havia cuidado da cadela semanas antes, quando ela apresentou problemas no quadril, e que havia tentado entrar em contato com o centro de zoonoses para resgatá-la.

Posteriormente, o proprietário da cadela compareceu à residência e afirmou que o animal, tem cerca de 13 anos, havia aparecido em sua casa há aproximadamente três dias com a boca dilacerada. Ele alegou não ter recursos financeiros para o tratamento e, por isso, solicitou ajuda à vizinha.

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Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à Delegacia Especializada do Meio Ambiente, onde foi interrogado pelo delegado Alexandre Vicente. Em seguida, ele foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos aos animais.

 

VGN

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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