MATO GROSSO
Motorista de Toyota que causou acidente que matou dois passa por audiência de custódia e é mantido preso
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Jeferson Nunes Veiga, motorista de um Toyota Corolla, que perdeu o controle da direção, invadiu o canteiro e bateu de frente com o Toyota Etios, matando duas pessoas e deixando uma ferida na última sexta-feira (8), passou por audiência de custódia neste domingo (10) e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.
A decisão é do Juiz André Maurício Lopes Prioli, da 2ª Vara Cível de Várzea Grande. Jeferson aguardará julgamento preso. Segundo informações do Poder Judiciário, a audiência acontece na tarde de domingo, e o termo deve ser disponibilizado em breve.
O acidente aconteceu na manhã de sexta (8). Jeferson perdeu o controle da direção, invadiu o canteiro e bateu de frente com o Toyota Etios que seguia na pista contrária. Ele foi preso por embriaguez ao volante, apesar de ter se negado a passar pelo teste de bafômetro.
No Etios estavam o motorista de aplicativo Igor Rafael Alves dos Santos Silva, de 22 anos e a diarista Marcilene Lucia Pereira, de 39, que morreram na hora. Também estava a filha de Marcilene, de 6 anos, que ficou ferida e segue na UTI no Hospital Municipal de Várzea Grande.
FONTE/ REPOST: ISABELA MERCURI – OLHAR DIRETO
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.