MATO GROSSO
MT Hemocentro celebra 28 anos com investimento de R$ 19,2 milhões na construção da nova sede
MATO GROSSO
O MT Hemocentro celebra neste mês de março 28 anos de serviço prestado a população de Mato Grosso e, com objetivo de proporcionar um espaço mais moderno aos doares de sangue, o Governo do Estado está investindo R$ 19,2 milhões na construção da nova sede da unidade de saúde.
“O serviço do MT Hemocentro é imprescindível para a saúde da população visto que este é o único banco de sangue público do estado e que, ao longo desses 28 anos, proporcionou chance de vida a milhares de vidas. Com a nova sede, os servidores e doadores terão uma estrutura mais moderna e ampla, ” diz o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Atualmente, o banco de sangue está localizado na rua 13 de Junho, no Centro de Cuiabá. A nova sede está em construção no bairro Consil, na capital. A previsão é de que a obra seja concluída no segundo semestre de 2023.
Além da a construção do novo prédio do MT Hemocentro, o Governo do estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, realizou nos últimos três anos a aquisição de uma carreta semirreboque e de um caminhão com equipamentos para a coleta de doação de sangue estimadas em R$ 4,4 milhões. Neste período, também foi realizada a revitalização da sede atual, como obras de reforma, renovação de parte elétrica, pinturas externas e internas e a reconstrução de rampa e corrimão de acesso a unidade; essas melhorias somam R$ 210, 8 mil.
Celebração
Em comemoração ao aniversário do MT Hemocentro, celebrado nesta terça-feira (15.03), foram realizadas diversas homenagens aos servidores, doadores e entidades parceiras de campanhas de doação de sangue.

A diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, destaca que são quase 30 anos de história e cada vez mais se solidificando. “Não tem palavras para ver o sangue entrando em uma pessoa. É emocionante ver a vida voltando para o seu próximo. É fundamental que as pessoas que estejam bem de saúde venham ao MT Hemocentro para ser doador voluntário, para nos auxiliar a salvar vidas”, ressalta a diretora.
Uma das instituições homenageadas foi o Comando Geral da Polícia Militar, com a entrega de moção de aplausos pela parceria em inúmeras campanhas de doação voluntária de sangue. Está ocorrendo desde o dia 14 de fevereiro a campanha de doação interna de sangue em parceria com a equipe da PM; a campanha segue até este mês de março.
O comandante geral PM, Coronel Jonildo José de Assis, enfatizou que a participação da PM é uma ação voluntária e atende ao chamado do MT Hemocentro para melhorar o estoque de sangue.
“A PM toda se mobilizou nessa missão. Essa campanha já ultrapassou os limites da baixada cuiabana e os comandos regionais do interior já estão empenhados em formar uma rede de doadores permanentes para que possamos sempre doar e salvar vidas” salienta o comandante.

Doando vida
A doação é um gesto de amor e de solidariedade ao próximo que tem contribuído para a manutenção do serviço do hemorrede em todo o Estado. Atualmente, já são quase 900 mil doadores cadastrados pelo MT Hemocentro. As doações beneficiaram todos os hospitais e prontos-socorros públicos dos 141 municípios.
A doadora Sara Silva Dias, cuiabana, servidora municipal e doadora fidelizada de sangue e de aférese há 14 anos relata que decidiu doar mais para ajudar e ser solidária. “Porque é uma coisa que é de graça para nós, não custa ajudar o nosso semelhante; é pelo prazer de ajudar mesmo o próximo”, diz a doadora.
O doador Luanderson Jorge de Arruda, autônomo, poconeano e doador de sangue pela segunda vez e cadastrado como doador de medula óssea conta que a vontade de ajudar o próximo foi à motivação em ser doador. “É muito satisfatório ajudar o próximo, esse é o propósito da vida, a gente está aqui para isso”.

Serviço
Para agendar a doação de sangue, acesse o Sistema de Agendamento do MT Hemocentro neste link. O voluntário também pode agendar as doações pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, ligação ou mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.
A solenidade contou com a presença da secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Arlete Maria de Sá Lima.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.