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“MT não foi dominado por poder paralelo, estamos agindo”, diz MPE

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O procurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Júnior defendeu os órgãos de Segurança do Estado e afirmou que Mato Grosso não está dominado pelo poder paralelo das facções criminosas.

Segundo ele, há, sim, uma sensação de insegurança devido aos conflitos entre faccionados no interior, mas que o Estado tem agido para evitar o crescimento dos bandidos.

O Estado de Mato Grosso não perdeu o poder para o poder paralelo, posso afirmar  com toda tranquilidade. O que temos percebido é que, realmente, de um tempo para cá, por conta do conflito entre facções, a sensação de insegurança está muito maior”, afirmou à rádio Vila Real FM.

“Porém não está pior, porque os órgãos de Segurança Pública fazem muito. Basta olharmos os lamentáveis episódios que acontecem todos os dias no Rio de Janeiro, onde realmente ocorre uma ocupação territorial por essas organizações criminosas”, acrescentou.

Cidades como Sorriso, Cáceres, Sinop vêm ganhando destaque desde o ano passado devido ao aumento de homicídios em decorrência da guerra entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Na última semana, sites de Barra do Bugres noticiaram que bairros do município estavam recebendo toque de recolher. Na cidade, uma criança de 3 anos foi assassinada por um membro de facção que tentava balear um rival.

Questionado sobre o assunto, Deosdete afirmou que o MPE está ativo buscando estratégias para impedir a atuação de grupos criminosos no Estado.

O procurador chamou a atenção para o sistema prisional e socioeducativo, onde membros de facção ainda têm muita influência, ainda que estejam detidos.

Segundo ele, a intenção é incluir as áreas no radar do grupo de atuação e combate ao crime organizado.

“O Estado é muito mais forte que essas organizações, tem condições de se voltar contra isso. Para isso precisamos fortalecer as instituições e é essencial que o cidadão faça denúncias, que confie, que traga nomes. Não confie no criminoso do seu bairro”, completou.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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