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MT quadruplicou investimentos em ações de prevenção e combate a incêndios desde 2020
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Em 2020, o recurso destinado para essa finalidade tinha sido R$ 9,6 milhões, subindo para R$ 17 milhões em 2021 e para R$ 31 milhões em 2022.
“O governo teve essa sensibilidade e promoveu um aumento importante nos investimentos. Uma política mais robusta possibilitou a excelente estrutura que temos hoje de combate aos incêndios, desmatamento, e responsabilização de infratores. Temos também um Centro para o cuidado dos animais silvestres em fase de projeto que vai ser um modelo para o Brasil”, destacou o secretário de Estado de Meio Ambiente em exercício, Alex Marega.
O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Marco Aires, contou que houve um incremento significativo de equipes no Pantanal realizando ações de prevenção ativa, como a conscientização dos proprietários sobre a proibição do uso do fogo e medidas dentro da propriedade para mitigar a ocorrência de grandes incêndios.
“São mais de R$ 38 milhões investidos nas ações de prevenção e combate neste ano. Tudo isso mostra a importância que o Estado tem dado, não só para a compra de tecnologia, mas apoio às equipes, que agora podem chegar aos locais mais sensíveis do Estado”, explicou Aires.
Apenas no Pantanal, houve uma queda de 75% nos focos de calor no primeiro semestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. O Corpo de Bombeiros Militar possui 82 instrumentos de resposta rápida aos incêndios, com equipes de intervenção, brigadas estaduais e municipais mistas, quartéis e bases descentralizadas.![]()
Eder Toledo, Coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, palestra no 1º Webinar do Fogo – Foto: Karla Silva/Sema-MT
O objetivo do Webinar foi avaliar os avanços e aprendizados após a Operação Pantanal II, realizada em 2020, a maior ação de combate a incêndios florestais de Mato Grosso.
Os palestrantes foram o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Marco Aurélio Aires; o coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Eder Toledo, e o secretário adjunto de Proteção de Defesa Civil, tenente coronel do Corpo de Bombeiros, Luís Cláudio Pereira da Cruz. A videoconferência foi mediada pelo secretário-executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, coronel BM Dércio Santos da Silva.
Proteção da fauna
O Estado implementou medidas para aumentar a assistência aos animais silvestres em todo o estado, com o credenciamento de clínicas para atendimento regional, e os projetos de construção do novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) e Centro Integrado do Pantanal (CIPAN).
Os animais foram os mais prejudicados pelo fogo naquele ano, avalia Eder Toledo, Coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema. Na época, foi criado o Posto de Atendimento a Animais Silvestres (PAEAS), no entanto, a estrutura será substituída pelo novo CIPAN, que será construído na entrada da Estrada Transpantaneira e abrigará de forma integrada o Corpo de Bombeiros e Batalhão Ambiental, com recintos e estrutura adequada para atendimento de animais.
“Avançamos muito com estrutura própria, insumos, transporte, logística, pessoal. Tudo que aprendemos naquele ano está sendo projetado para que a gente possa prestar um atendimento mais especializado, se necessário for. Não necessariamente a fauna precisa de um olhar apenas na emergência. Essas demandas são diárias, então esse despertar de 2020 trouxe uma visão sobre esses animais que eu julgo ser importantíssima”, destaca
O superintendente de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso, tenente-coronel Bombeiro Militar Luís Cláudio, destacou a estruturação com a contratação de 680 horas de voo, em quatro aeronaves, no valor de R$ 7,9 milhões, e a integração dos órgãos estaduais e parceiros institucionais para atendimento das emergências ambientais.
Fonte: Governo MT – MT
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Acrismat e Agrihub apresentam relatório que identifica principais desafios da suinocultura em MT
O AgriHub apresentou, durante o 5º Simpósio de Suinocultura, realizado nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a edição 2026 do relatório Sementes da Inovação – Suinocultura, que consolida os resultados do programa voltado à conexão entre produtores rurais, startups e especialistas para acelerar a inovação na cadeia suinícola de Mato Grosso. A publicação traz um diagnóstico do setor, identifica os principais desafios enfrentados pelos produtores e apresenta soluções tecnológicas desenvolvidas para aumentar a eficiência, reduzir custos e fortalecer a competitividade da atividade.
De acordo com a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto acompanha a importância crescente da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.
Nas últimas três décadas, o estado passou por uma expressiva expansão no número de matrizes, saltando de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais, consolidando-se como um dos principais polos de crescimento da cadeia suinícola brasileira.
O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de Mato Grosso, envolvendo suinocultores das regiões de Sorriso, incluindo Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e Tapurah, e de Campo Verde, contemplando também Primavera do Leste e Nova Brasilândia.
Ao todo, 123 produtores participaram do levantamento, contribuindo com 66 apontamentos que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos para a cadeia produtiva.
Entre os participantes, predominam propriedades de Ciclo Completo (45,4%), seguidas pelas Unidades Produtoras de Leitões (36,6%) e pelas Unidades de Terminação (18,18%). O levantamento mostra ainda que 40% das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% operam com plantéis superiores a 12 mil cabeças.
O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de MT
Segundo Érika Segóvia, o relatório mostra que os produtores demonstram elevada abertura para a inovação, mas ainda enfrentam gargalos importantes relacionados à infraestrutura.
“Enquanto metade das propriedades da região de Campo Verde possui conectividade em toda a área produtiva, nenhuma das propriedades avaliadas em Sorriso conta com cobertura total de internet e parte delas ainda opera sem qualquer tipo de conexão”.
Apesar desse cenário, o interesse pela inovação é elevado. Em Sorriso, por exemplo, todos os produtores entrevistados afirmaram ter interesse em testar novas soluções tecnológicas, reforçando o potencial para expansão da inovação na atividade.
Após o diagnóstico realizado junto aos produtores, o AgriHub priorizou os temas considerados mais críticos para o desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso. Entre eles estão a qualidade da matéria-prima utilizada nas rações; a comercialização dos animais; a capacitação e tecnologia para mão de obra rural; o acesso a linhas de crédito específicas para a atividade; a gestão operacional das propriedades, envolvendo pessoas, governança e resíduos; e a assistência técnica especializada e independente.
Esses desafios serviram de base para o edital de inovação lançado pelo AgriHub. Ao todo, 36 startups se inscreveram para apresentar tecnologias voltadas à cadeia suinícola. Após o processo de avaliação, seis empresas foram selecionadas por apresentarem maior aderência às demandas levantadas pelos produtores.
As soluções contemplam áreas estratégicas como capacitação profissional, acesso ao crédito, inteligência artificial, visão computacional, rastreabilidade animal, automação de processos produtivos e avaliação zootécnica por sensores tridimensionais.
Além de apresentar o diagnóstico da cadeia, o relatório traz recomendações para ampliar a inovação no setor, entre elas o fortalecimento das parcerias com sindicatos rurais, programas de validação das tecnologias diretamente nas propriedades, capacitações contínuas para produtores e startups, expansão do projeto para novos polos produtivos e criação de redes regionais de inovação.
O lançamento do relatório também recebeu o apoio do setor produtivo. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o estudo representa um instrumento importante para orientar decisões e aproximar os produtores das tecnologias que realmente atendem às necessidades do setor.
Segundo ele, o trabalho surpreendeu positivamente pela abrangência e pela qualidade das informações levantadas junto aos produtores.
“Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia. No início, não tínhamos noção do tamanho do projeto e fomos surpreendidos positivamente. Estamos muito felizes porque esse material vai ajudar muito o setor como um todo”.
Para Tannure, a iniciativa deve servir de referência para outras cadeias produtivas do estado.”Esse é um projeto que todas as atividades produtivas de Mato Grosso precisam aproveitar. Temos muito a aprender. Novas tecnologias surgem o tempo todo e, muitas vezes, elas ainda não chegam até o produtor. O trabalho desenvolvido pelo AgriHub é fundamental para estreitar essa relação entre o campo e a inovação”.
Panorama da suinocultura em MT
O avanço da inovação ocorre em um momento de recuperação da suinocultura mato-grossense. De acordo com o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do AgriHub, Cleiton Gauer, a atividade vive um cenário de consolidação do crescimento do rebanho e de fortalecimento da produção.
Segundo ele, a criação de suínos em Mato Grosso cresceu 17,1% em 2026, em comparação com o ano anterior. O estado também registra a terceira alta consecutiva no número de matrizes, que atualmente está 31,94% acima da média histórica, refletindo os investimentos realizados pelos produtores e o processo de profissionalização da cadeia.
Apesar do bom desempenho produtivo, o setor acompanha com atenção a pressão sobre os preços, o que exige estratégias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade.
“Nos últimos anos, a suinocultura de Mato Grosso passou por um processo de recuperação, com aumento do rebanho, dos abates e da produção. Agora, o desafio é equilibrar esse crescimento da oferta com a rentabilidade do produtor. O setor é profissionalizado, investe em tecnologia e segue trabalhando para fortalecer a atividade e garantir sua sustentabilidade no longo prazo”, destacou Gauer.
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