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Músicos imigrantes e brasileiros se unem para apresentação neste domingo (17)

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O Centro de Pastoral para Migrantes, no Bairro Carumbé, sedia neste domingo (17.09), a partir de 16h, a segunda mostra do projeto MultiCulturas. Selecionado no edital Viver Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a iniciativa reúne em apresentações musicais, artistas brasileiros de diversas regiões do país e imigrantes que vivem em Cuiabá.

O projeto é idealizado pela violinista Yndira G Villarroel, que também é imigrante, e aposta na potência da diversidade cultural na capital mato-grossense.

Segundo a musicista, o público vai ser contemplado com uma seleção musical que, além de repertório com músicas brasileiras, apresenta coletâneas dos países de origem dos imigrantes conectados ao projeto.

“São muitos gêneros, estilos, ritmos e suingues. O público fará uma imersão sonora por vários lugares, aprendendo um pouco sobre a cultura desses artistas e podendo apreciar ainda, um repertório especial de música brasileira”, conta.

Yndira destaca ainda que a comunidade imigrante está crescendo e que a arte é uma ferramenta que tem poder de agregar. “É importante dar visibilidade aos imigrantes que trazem consigo uma bagagem cultural muito grande, tanto profissional quanto cultural. A música é um instrumento de integração”.

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O repertório de música brasileira ficará a cargo de Alaécio Martins (MG), Estela Ceregatti (MT), Alex Teixeira (SP), Samuel Barros (CE) e Sidnei Duarte (MT). Já os músicos imigrantes são Akane Iizuka (Japão), Herminio Nhantumbo (Moçambique), Malaquias Lopes (Guiné-Bissau), Frantzno Saint Victor (Haiti) e a própria Yndira, representando a Venezuela. O músico Jhon Stuart a apoia nos arranjos e produção musical.

A primeira mostra do MultiCulturas passou pelo espaço cultural Feitiço da Lua, em Cuiabá. As ações irão contemplar ainda, no dia 17 de outubro, estudantes do período noturno da Escola Estadual Diva Hugueney de Siqueira Bastos, incluindo a realização de uma palestra sobre imigração.

Todas as ações do projeto contam com a presença de intérpretes de libras, e, antes de executar cada música, os imigrantes contam um pouco sobre seus países de origem e sua história. O encerramento ocorre no dia 31 de outubro, a partir das 19h com uma apresentação ampliada, na Praça Oito de Abril, também na capital.

Serviço
2ª mostra do projeto MultiCulturas
Quando: domingo (17.09), às 16h
Local: Centro de Pastoral Para Migrantes
Av. Gonçalo Antunes de Barros, 2785 – Carumbé, Cuiabá

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Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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