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Novo Hospital Júlio Müller está com 55% de sua estrutura física construída

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O novo Hospital Júlio Müller está com 55,19% de sua estrutura física executada. As obras são realizadas com um investimento de R$ 221,1 milhões, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso, sendo o Governo de Mato Grosso o responsável por um pouco mais da metade dos recursos.

Com uma estrutura de 58,3 mil metros quadrados, o novo Hospital Universitário será o maior de Mato Grosso em área construída e número de leitos. O hospital terá oito blocos, com 228 leitos de internação, 68 de repouso e 63 de UTI, sendo 18 pediátricos e 25 neonatais. Também serão construídos 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame e 21 salas para banco de sangue e triagem.

O prédio está localizado na MT-040, rodovia que liga os municípios de Cuiabá e Santo Antônio do Leverger.

A previsão é que a obra seja finalizada em novembro de 2024, quando o hospital passará a ser gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, órgão do Governo Federal. Além de atender a população, o hospital cumprirá importante papel na formação de profissionais da área de saúde em Mato Grosso.

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O atual Hospital Universitário Júlio Müller atende a uma série de especialidades médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de ser usada na formação de profissionais com os programas de residência médica. “Esse hospital trabalha, principalmente, com média e alta complexidade, casos mais raros, difíceis de se observar. É um campo enorme de estágio e aprendizados”, explicou o reitor da UFMT, Evandro Aparecido Soares da Silva.

Histórico

O novo hospital universitário é uma das obras que foi planejada para a Copa do Mundo de 2014, com a expectativa que ele servisse de referência para o público que viesse acompanhar os jogos, além de melhorar a estrutura de ensino para os alunos da UFMT.

No entanto, o contrato foi rescindido em 2014, devido ao não cumprimento do cronograma, com apenas 9% das obras executadas. A atual gestão realizou uma série de estudos e uma nova licitação foi lançada em maio de 2020.

“Essa obra estava parada desde 2013. Alguns engenheiros de plantão chegaram a falar que a estrutura estava condenada, porque o solo estava submerso, em um terreno alagadiço. Nós fomos atrás das soluções possíveis e hoje essa obra está aí, vai ser entregue no fim do ano que vem e servir à população”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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Após a elaboração e aprovação dos projetos executivos, as obras começaram em novembro de 2021, com previsão de serem executadas em até três anos.

“Nós buscamos todas as soluções necessárias para que essa obra pudesse ser retomada. O governador Mauro Mendes tem compromisso com a saúde, prova disso é a construção deste hospital, a retomada do Hospital Geral e a construção de quatro novos hospitais regionais”, concluiu o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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