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Obras de reforma do Terminal Rodoviário de Cuiabá entram na reta final com 87% de execução

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As obras de reforma do Terminal Rodoviário de Cuiabá estão chegando na reta final, com 87% de execução. Esta é a primeira grande reforma que a rodoviária da capital recebe, trazendo melhorias estruturais, novos espaços para alimentação e lojas, novos banheiros, elevadores, guichês de venda, além de outras comodidades, como wi-fi e carrinhos de bagagem.

Alguns serviços já foram finalizados, como a área das lanchonetes e restaurantes, os guichês, sanitários e lojas. Outros ainda estão em execução, com previsão de conclusão total ainda neste ano.

Os investimentos são da iniciativa privada, por meio da concessionária Sinart, que assumiu a gestão do Terminal Rodoviário em maio de 2021, após processo de concessão realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Ao longo dos 25 anos de concessão, a previsão é que sejam investidos R$ 32 milhões.

Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, a reforma vai permitir que a população possa ter mais conforto e dignidade enquanto espera para fazer uma viagem.

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“Esses investimentos só foram possíveis porque a Sinfra-MT conduziu um processo de concessão diferente, exigindo que a empresa vencedora fizesse melhorias no terminal. Acabamos com o antigo modelo de autorização, que não trazia benefícios para a população”, afirma.

As obras vão garantir mais segurança e conforto para os passageiros, inclusive no período do fim do ano, quando a rodoviária recebe um maior número de passageiros. O terminal recebe 1,3 milhão de passageiros por ano, sendo que em dezembro e janeiro esse número chega a 200 mil.

Outras melhorias no terminal são na parte elétrica, novo mobiliário, câmeras de segurança, uma nova sala VIP, além do recapeamento do estacionamento e das pistas de acesso dos ônibus.

O Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Vieira de Sá foi inaugurado em 1979 e tem 23.373,07 m² de área construída. Com um projeto considerado arrojado e moderno para época, com grandes vãos livres e ampla circulação de ar. Anualmente, 106,5 mil ônibus e 1,3 milhão de passageiros passam pelo local.

A reforma manteve a arquitetura original, trazendo melhorias estruturais e de acessibilidade.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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