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Pesquisa explora potencial dos coprodutos do etanol de milho para alimentação animal em MT

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Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, estão investigando as potencialidades dos coprodutos de etanol de milho, conhecidos como Grãos Secos de Destilaria com Solúveis (DDGS), produzidos pelas usinas do Estado, para alimentação animal. A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Coordenado pelo doutor Anderson Corassa, o estudo está em fase de desenvolvimento e visa contribuir para a eficiência da indústria e a qualidade dos produtos ofertados para a alimentação animal.

A análise dos processos de produção dos coprodutos das usinas é crucial para identificar fatores que possam melhorar a eficiência industrial e a qualidade nutricional dos DDGS. Cada usina, apesar de produzir etanol, utiliza processos distintos que resultam em diferentes características nutricionais dos coprodutos. Por isso, a criação de um banco de dados com as características físico-químicas dos coprodutos das usinas de Mato Grosso é essencial para otimizar seu uso nas dietas animais.

O valor real da proteína e aminoácidos presentes nos ingredientes para alimentação de suínos e aves é determinado por protocolos de digestibilidade ileal.

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O projeto realizará estudos detalhados para caracterizar os teores digestíveis dos nutrientes nos coprodutos de etanol das usinas do estado. Essas informações serão vitais para usinas, pecuaristas, agroindústrias, nutricionistas e outros profissionais da área.

O projeto busca consolidar a cadeia do etanol de milho em Mato Grosso, destacando as virtudes dos coprodutos produzidos no estado e comercializados em todo o país para alimentação animal.

Além disso, visa fortalecer a política nacional de biocombustíveis, promover a produção de etanol de milho de Mato Grosso em âmbito nacional e internacional, e formar recursos humanos qualificados.

Os resultados do projeto serão sintetizados em um banco de dados que será apresentado à sociedade mato-grossense como uma fonte de benefícios gerados pela indústria do etanol de milho. A divulgação dessas informações contribuirá para o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade da cadeia produtiva em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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