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PM recupera quatro toneladas de soja furtadas e prende suspeito por receptação

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Policiais militares do 5º Batalhão recuperaram mais de quatro toneladas de soja furtadas, na madrugada desta quinta-feira (09.03), em Rondonópolis. Na ação, um homem de 47 anos foi preso em flagrante pelo crime de receptação.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 5º BPM foi acionada via Ciosp para verificar uma situação suspeita nas proximidades da rodovia federal BR-163. O denunciante afirmou ter visto dois homens descarregando soja em um barracão e achou a atitude suspeita devido a maneira que a dupla se portava e o horário avançado da madrugada.

Imediatamente, a equipe policial se deslocou até o endereço informado e encontrou os dois homens relatados na denúncia. Ao perceber a aproximação da PM, um dos suspeitos fugiu do local, abandonando uma motocicleta Honda Titan vermelha. O segundo suspeito permaneceu no barracão e foi abordado.

Ao ser questionado sobre o carregamento, o homem revelou ter sido contratado por outra pessoa para fazer a limpeza do material. O suspeito não revelou a identidade do contratante e não apresentou documentos que comprovassem a origem legal da carga de soja.

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Os policiais encontraram toda a carga de quatro toneladas de soja espalhadas pelo chão e, ainda, materiais que auxiliam na limpeza de carretas e da carga, como rodos adaptados, sopradores de grãos e materiais de proteção individual. 

Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão pelo crime de receptação e foi encaminhado para a Delegacia de Rondonópolis para registro de boletim de ocorrência e demais providências.

Disque-denúncia   

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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