MATO GROSSO
Polícia Militar intensifica policiamento durante o 37º Festival de Inverno em Chapada dos Guimarães
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Estima-se receber durante todos os dias do festival um público de 300 mil pessoas. Haverá um efetivo de até 80 policiais militares nos dias de maior fluxo. O policiamento será coordenado pelo Primeiro Comando Regional da Polícia Militar, por meio da 1ª Cia Independente da PM, com a intensificação do efetivo de policiais militares e de viaturas presentes.
“O Festival de Inverno atrai um grande número de pessoas de diversos municípios do Estado. Consequentemente, aumentam as possibilidades de ocorrências que exigirão a intervenção dos órgãos de segurança pública. A Polícia Militar estará presente em todos os dias do evento para garantir a ordem pública”, afirma o comandante do 1º CR, coronel Wankley Corrêa Rodrigues.
Também estarão presentes o reforço do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Força Tática, Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), cedido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
“O principal objetivo é inibir e evitar a prática de quaisquer ações delituosas, identificar e efetuar a prisão de infratores da lei, realizar apreensão de armas, substâncias entorpecentes e veículos irregulares, bem como inibir o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, especialmente para direção de veículo automotor”, ressalta coronel Rodrigues.
O Batalhão da Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran) realizará o policiamento visando a segurança dos condutores que passarem pela rodovia MT-251, que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães, com a checagem de veículos e condutores, testes de etilômetros, comboios rodoviários e ponto de paradas ao longo da rodovia. Também será realizada, no mesmo período, a Operação Lei Seca, visando a segurança dos motoristas e passageiros que passarem pela rodovia.
“A Polícia Militar ainda cooperará com as demais autoridades policiais e judiciárias na prevenção e repressão aos delitos ocorridos no âmbito de suas competências”, afirma o comandante do BPMTran, tenente-coronel Adão César.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.