MATO GROSSO
Primeira-dama de MT participa da adesão de Barra do Garças ao SER Família Criança que levará nome de sua mãe
MATO GROSSO
Na visita da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, ao município de Barra do Garças, no Araguaia, nesta sexta-feira (22.03), foi feita a assinatura do Termo de Adesão do projeto contraturno da segunda unidade do programa SER Família Criança do Estado, e também do Termo de Aceite de mobiliários e materiais permanentes para o Lar dos Idosos.
“Fiquei muito emocionada quando soube que a unidade de Barra do Garças vai receber o nome da minha saudosa mãezinha. Gratidão ao prefeito Adilson, à primeira-dama Leila, ao meu querido amigo Benier, ao vereador Zé Gota e a todos os vereadores por essa homenagem tão especial. Com certeza, o contraturno escolar vai mudar a vida das crianças e das famílias”, disse Virginia Mendes.
“Agradeço ao governador Mauro Mendes por todo apoio e esforço para concretizar esse projeto em mais um município”, agradeceu a primeira-dama do Estado.
“Hoje é um dia histórico para o nosso município, e ainda não estou acreditando. A ação na Vila Maria tem o DNA da dona Virginia, tenho certeza de que a gestão do governador Mauro Mendes é um sucesso, primeiro porque ele é um bom gestor, e segundo pelo olhar diferenciado para o próximo, por isso que a senhora, dona Virginia, é uma pessoa tão querida em nosso Estado, uma mãe para a população mais vulnerável”, disse o presidente da Câmara de Vereadores, Zé Gota.![]()
A primeira-dama Virginia Mendes e comitiva visitaram a Associação Mato-grossense de Jiu-Jitsu Paradesportivo AMTJJP, desenvolvido na Academia Gracie Barra, que conta com o projeto ‘Transformando e Resgatando Vidas’, com mais de 50 paratletas, sob o comando do policial aposentado e paratleta, Elcirlei Luz Silva. O projeto já representou o Estado em mais de 48 países, como Emirados Árabes Unidos, Japão e Estados Unidos, além de várias competições nacionais com inúmeras medalhas.![]()
A agenda de visitas finalizou com a vistoria nas obras de reforma do Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck, onde o Governo Estadual e o município estão investindo R$ 6,8 milhões.![]()
“Mais uma vez agradeço à população barra-garcense pela recepção e fico feliz em saber que aqui a gestão municipal está trabalhando e olhando para os que mais precisam de atenção”, reconheceu Virginia Mendes.
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Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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