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Professores selecionados em programa de intercâmbio do Governo de MT embarcam para Londres em junho

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Professores da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), selecionados no programa de intercâmbio MT no Mundo, embarcam no dia 2 de junho para Londres, na Ingraterra, para uma experiência imersiva de estudo na língua e cultura inglesa. Ao todo, 17 profissionais foram selecionados para o intercâmbio, que terá duração de 21 dias.

O programa de intercâmbio MT no Mundo, que recebe o investimento de R$ 5,3 milhões, faz parte da política de valorização dos profissionais da educação, contemplada entre as 30 políticas educacionais do Projeto Educação 10 anos, que objetiva colocar a educação pública de Mato Grosso entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2032.

“Isso é histórico. Nunca houve um investimento como esse na educação estadual. É um momento de conquista para estudantes, professores e profissionais que sonharam com esse momento, e temos certeza que esse aprendizado será reaproveitado em sala de aula”, afirma o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

O gestor educacional de Políticas Públicas de Línguas Estrangeiras, da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional, Bruno Seolin, destaca que a experiência de intercâmbio faz parte do planejamento da Seduc, que busca novas metodologias para auxiliar na aprendizagem dos estudantes.

“É um enriquecimento tanto da cultura como de novo conteúdo, pois todos os professores vão passar por um treinamento da Língua Inglesa e vão chegar com novas metodologias que serão aplicadas dentro de sala de aula. Isso faz parte de um novo método de ensino que o Estado quer aplicar dentro de sala, usando também diversas ferramentas da tecnologia”, observou.

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A seleção dos professores ocorreu diante do desempenho na plataforma do Mais Inglês MT, programa de ensino da língua inglesa adotado nas escolas da rede estadual. Foi selecionado um professor de cada Diretoria Regional de Educação, conforme a classificação que obedeceu critérios previstos em edital.

A professora Waldiana da Guia Salazar Santos, da Escola Estadual Irene Gomes de Campos, de Várzea Grande, foi uma das selecionadas. Ela contou que nunca pensou que iria participar de um intercâmbio com tudo pago e ter oportunidade de vivenciar a cultura, política e costumes de outro país.

“Eu estou muito feliz, porque eu já tinha esse sonho, e agora, com 50 anos de idade e 20 anos de profissão, o Governo do Estado irá me proporcionar momentos e memórias que poderei trazer para sala de aula. Me sinto realizada”, afirmou.

Além dos professores, o programa MT no Mundo também contempla estudantes e gestores educacionais. O objetivo é incentivar o aprimoramento da formação acadêmica e profissional, principalmente em relação ao domínio de língua estrangeira, permitindo aos estudantes e profissionais da educação uma experiência de estudo e imersão cultural para o desenvolvimento da proficiência, das suas habilidades e competências de interculturalidade.

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A diretora regional de Educação do polo Rondonópolis, Andreia Cristiane de Oliveira, foi uma dos gestores selecionados para o programa. Para ela, o intercâmbio, desde os preparativos, tem sido uma experiência única.

“A expectativa é de ter experiências formativas em outro país, fazer uma imersão em outra cultura e aprender muito. Esta aprendizagem vai contribuir de maneira muito significativa e impactante na nossa vida profissional e pessoal. O sentimento que permanece desde que foi anunciado que nós, gestores de DRE, participaríamos deste intercâmbio, é de gratidão pela oportunidade que nos foi concedida pelo Governo de Mato Grosso, Secretaria de Educação e toda a equipe de secretários adjuntos que têm viabilizado a realização deste sonho”, comemorou.

Foram selecionados 20 gestores educacionais, que embarcam para Londres no dia 3 de junho. No final de agosto é a vez de 100 estudantes terem a expericência internacional. Eles serão acompanhados por 15 monitores e, assim como os profissionais da educação, também terão a experiência 100% custeada pelo Governo do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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