MATO GROSSO
Programa Vigia Mais MT entrega 210 câmeras para municípios e instituições não governamentais
MATO GROSSO
Entre as regiões beneficiadas está o município de Colniza, que recebeu 115 equipamentos de videomonitoramento
Foram destinadas 115 câmeras para seguiram Colniza; 35 para Cláudia e 16 para Nossa Senhora do Livramento. As outras 44 foram entregues à empresa Amaggi e ao Condomínio Cecília Meirelles, ambos em Cuiabá.
São três tipos de câmeras: speed domes, fixas e OCR. As câmeras OCR possuem capacidade de ler placas de veículos e analisar caracteres, proporcionando uma ferramenta robusta para monitoramento e análise de dados. Essa tecnologia representa um grande avanço na infraestrutura de segurança dos municípios beneficiados.
As câmeras vão acompanhadas de suporte para armazenar imagens e energia elétrica(switch, nobreak e armários)como forma de evitar a interrupção do monitoramento.
O prefeito de Colniza, Miltinho de Souza Amorim, recebeu os equipamentos das mãos do secretário-adjunto de Segurança Pública, coronel Héverton Mourett. “Mato Grosso saiu na frente investindo em tecnologia para ajudar no trabalho dos policiais e, claro, levar mais segurança à população”, destacou o prefeito.
O coronel Héverton Mourett, por sua vez, agradeceu ao gestor de Colniza por confiar no Governo do Estado aderindo ao programa Vigia Mais. “A tecnologia chega para ampliar a capacidade das instituições em atender a comunidade. Continuamente trabalhamos para tornar a segurança pública mais eficientes, desta vez, estamos empregando a tecnologia”, observou.
Com Nossa Senhora do Livramento, a parceria foi firmada por meio do Sindicato dos Produtores Rurais. Os equipamentos, de acordo com o presidente do Sindicato, Benedito Almeida, serão instalados na cidade e em vias da área rural.
Almeida disse que o sindicato está se organizando para aumentar o videomonitoramento na região. “Pretendemos ampliar a área monitorada levando câmeras à região do Pantanal que ficou fora dessa primeira etapa”, explicou ele. “Sabemos que o Vigia Mais agiliza as ações policiais, além de dar transparência e aumenta a eficiência no serviço público”, avaliou.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou que, mesmo com o programa em fase de implantação, é evidente a contribuição do videomonitoramento na redução dos índices criminais e produção de provas que auxiliam nas investigações.
A Sesp está aprimorando as ferramentas do Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) para criar um campo no BO (Boletim de Ocorrência) digital que permita, por exemplo, que o policial registre a contribuição do monitoramento do Vigia nas ações policiais, como prisões, identificação de suspeitos, apreensões, recuperação de patrimônio, entre outras situações. Assim, a Sesp poderá, em breve, mensurar estatisticamente a importância do videomonitoramento nas ações das forças policiais.
“A modernização das forças policiais é fundamental. Já asseguramos ao trabalho dos policiais o que há de mais moderno em armamentos, veículos e equipamentos para a polícia científicos, por exemplo. Agora estamos fazendo uma muralha digital no Estado com o que há de mais avançado em câmeras”, completou o secretário.

Programa Vigia Mais MT
Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo do Estado está equipando os 142 municípios com o que há de mais moderno em videomonitoramento. São 15 mil câmeras, das quais 8.500 já foram entregues aos municípios seguindo critérios como população, área territorial e localização geográfica do ponto de vista das estratégias da segurança pública.
Pela Lei 11.766/2022, que criou o programa, além de órgãos dos poderes públicos federal, estadual e municipal, a adesão pode ser feita com entes privados, ou seja, empresas, associações, entre outros. A exigência é a mesma apresentada aos órgãos públicos, ou seja, que as câmeras sejam instaladas para monitorar ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos de interesse da segurança coletiva.
Parceria
Por meio do Programa Vigia Mais, a Sesp faz a cessão, sem custo, de câmeras de três modelos, fixas, speed domes e OCRs. Os equipamentos têm garantia de três anos.
À prefeitura ou empresa parceira cabe os custos com a instalação, internet e manutenção. A Sesp ainda dá suporte de orientação técnica para instalação, o que inclui atendimento sobre tipos de postes a serem usados para fixar as câmeras, pontos de energia, entre outros.
O prazo para instalação e operacionalização das câmeras é de 160 dias, a contar da data de retirada dos equipamentos.
A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais. Nos telefones, têm acesso à plataforma os policiais e as pessoas autorizadas pelas prefeituras e outras entidades parceiras.
MATO GROSSO
Produtores de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde debatem gestão e eficiência nas granjas
A gestão das equipes, a saúde dos animais e o uso de dados para orientar decisões nas granjas pautaram os Encontros Regionais da Suinocultura promovidos pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis. Realizada nos sindicatos rurais dos dois municípios, a programação reuniu produtores e profissionais do setor para compartilhar conhecimentos e discutir desafios da atividade.
Presente nas duas edições, Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou boas práticas de gestão e liderança. O palestrante destacou que os investimentos em equipamentos, tecnologia e genética precisam ser acompanhados pela preparação das pessoas responsáveis pela operação. Segundo ele, a qualidade da liderança influencia diretamente a eficiência e os resultados das empresas.
“O investimento na liderança, nos gestores de cada setor, impacta diretamente no resultado que a empresa precisa ter”, afirmou Zanata. O palestrante também abordou a convivência entre diferentes gerações nas equipes e a necessidade de os gestores reconhecerem as expectativas e formas de trabalho de cada uma.
Em Lucas do Rio Verde, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, tratou dos riscos das micotoxinas, substâncias produzidas por fungos que podem estar presentes nas lavouras e durante a armazenagem dos insumos. O especialista destacou os possíveis prejuízos à reprodução, ao consumo de alimento, ao sistema digestivo e à imunidade dos suínos.
“Não importa de onde ela vem. Se ela chegar no seu suíno, ela vai causar prejuízos”, alertou Rezende. Ele reforçou a importância das boas práticas e da escolha de insumos para o controle desses riscos na produção.
A nutrição de precisão foi abordada por Daniel Graciolli, da De Heus, que apresentou o uso da modelagem na rotina das granjas. Ele explicou que o sistema GPS utiliza uma base de dados de lotes de animais para realizar projeções e apoiar o planejamento da produção.
Segundo Graciolli, a ferramenta “ajuda o produtor a tomar a decisão correta, na hora correta”. O palestrante destacou a crescente aplicação da modelagem nos sistemas de produção e sua relação com o avanço da inteligência artificial.
Em Rondonópolis, a programação incluiu a palestra “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”, com Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central. O tema ampliou o debate sobre os cuidados com a saúde dos animais e as estratégias para reduzir o uso de antibióticos na atividade.
O uso da modelagem para a nutrição de precisão também integrou a edição de Rondonópolis, com Marco Lubas, da De Heus. A programação contou ainda com Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, responsável pela palestra “Visão holística do especialista”.
Para Jair Miguel Maule, presidente da CooperMutum e participante do encontro em Lucas do Rio Verde, a realização dessas iniciativas aproxima os suinocultores e cria oportunidades de atualização e troca de experiências, inclusive em períodos de dificuldade para o setor.
“Ouvindo umas palestras, trocando umas ideias, revendo as pessoas. E mesmo na dificuldade é importante a gente estar presente”, afirmou. Maule também ressaltou a necessidade de preparar colaboradores e líderes para acompanhar as mudanças tecnológicas e as melhorias nos indicadores de produção.
Com as duas edições, a Acrismat fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre produtores e especialistas, conectando aspectos técnicos e de gestão que se complementam no dia a dia das granjas e contribuem para a eficiência da suinocultura mato-grossense.
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