MATO GROSSO
Reitora: “Nunca na história da Unemat tivemos tanto investimento de um Governo”
MATO GROSSO
A reitora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Vera Maquêa, afirmou que a atual gestão do Governo do Estado é a que mais tem investido na instituição de ensino.
Vera se reuniu com o governador Mauro Mendes na manhã desta quinta-feira (20.07), para conversar sobre projetos da Unemat, que completa 45 anos na data de hoje.
“Nunca na história da Universidade do Estado de Mato Grosso nós tivemos tanto investimento, quanto estamos tendo nesse governo. Então nós agradecemos ao Estado por financiar o ensino superior público de qualidade gratuito, que atende e modifica a vida de tantas pessoas e que, claro, contribui para o desenvolvimento do estado. O Estado tem investido nos últimos três anos muito mais do que foram investidos nos últimos dez somados”, afirmou ela.
A Unemat está presente fisicamente em 13 campus, com 60 cursos de graduação e 15 mil alunos distribuídos em 120 municípios do estado. Desde o início da primeira gestão do governador, em 2019, já foram investidos mais de R$ 140 milhões na instituição.
São dezenas de obras estruturantes concluídas, em andamento ou em fase de licitação, como: reforma de complexos esportivos; compra de ônibus e demais veículos; ampliação de centros tecnológicos; compra de equipamentos; construção de centros de pesquisa; construção e adequação de blocos; ampliação de salas de aula; entre outros.
Para o governador Mauro Mendes, os robustos investimentos refletem a importância com a qual o Governo do Estado trata a educação, incluindo o ensino superior.
“Estão de parabéns os dirigentes, professores, alunos, todos que lá estão e que lá passaram, e todos aqueles que certamente por lá terão a oportunidade de fazer a sua graduação. Vamos continuar apoiando todas os bons projetos e investindo na Unemat”, registrou.
Também participaram da reunião os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão), e demais dirigentes da Unemat.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.