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Representantes de 12 segmentos dos povos e comunidades tradicionais do Estado participam de seminário do REM MT

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Representantes de 12 segmentos dos povos e comunidades tradicionais de Mato Grosso participam, até sexta-feira (15.03), do evento realizado pelo REM MT que tem por objetivo debater sobre a segunda fase do programa no Estado.  O REM MT é coordenado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema)

O Seminário Preparatório do Processo de Consulta aos Povos e Comunidades Tradicionais começou nesta quarta-feira (13.03) e a abertura foi conduzida pela Sema. ​​​​​​O evento conta com a participação de indígenas, quilombolas, ciganos, raizeiros, pantaneiros, retireiros, pescadores artesanais, seringueiros, extrativistas, matrizes africanas, ribeirinhos e morroquianos. 

O secretário executivo da Sema, Alex Marega, enfatizaou que um dos objetivos do Programa REM MT é escutar os povos e comunidades tradicionais. “Nós sabemos que o Programa REM, desde que foi lançado na primeira fase, tem a primícias de incluir. O objetivo é ouvir essas comunidades tradicionais, comunidades indígenas, agricultura familiar, os setores em desenvolvimento, para que a gente possa construir um projeto onde todas as pautas prioritárias e importantes possam ser contempladas de alguma forma”.

Para a coordenadora do Programa REM MT, Ligia Vendramin, o seminário é um marco histórico. “Eu percebo que a gente conseguiu construir pontes e esse é um processo importante. O Estado e as instituições estão saindo de suas caixas e permitindo interfaces. A consulta neste momento tende a dar frutos consistentes”.

Durante o primeiro dia de seminário, os representantes dos povos e comunidades tradicionais tiveram a oportunidade de falar sobre os projetos e ações realizadas pelo Programa REM MT dentro de seus segmentos e também expuseram as dificuldades e os desafios que essas comunidades ainda enfrentam.

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Joyce Lombardi, representante do segmento matriz africana e participante do Comitê Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso desde a fundação, falou sobre o que espera de resultados para os representantes que estão participando do seminário. “Minha expectativa é que saiam daqui se sentindo com capacitação suficiente para que eles possam também fazer esse trabalho no município deles e, para além disso, fomentar outras ações que para gente é muito importante”.

Mãe Joyce Lombardi, representante do segmento matriz africana (Crédito Fernanda Fidelis REM MT)

Sobre o Seminário 

O seminário preparatório é a primeira de muitas ações que serão realizadas ainda no primeiro semestre de 2024 para discutir sobre a segunda fase do Programa REM MT e sobre o Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso. Serão realizadas oficinas nos municípios de Cáceres, Juína, Rondonópolis, São Felix do Araguaia. As demandas levantadas serão consolidadas com um seminário final em Cuiabá, previsto para junho.

Participaram da abertura do Seminário, compondo a mesa, representantes do REM MT, SEMA, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), Ministério Público e da Cooperação Técnica Alemã (GIZ).

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Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso

O Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT/MT) foi instituído através do Decreto nº 12.371 de 26 de dezembro de 2023, que o instituiu como instância consultiva e deliberativa com a finalidade de coordenar a elaboração da Política e do Plano Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais no Estado de Mato Grosso, bem como monitorar e avaliar a sua implementação.

“O comitê agora tem uma formatação de conselho, através de Lei e de toda uma construção feita com a sociedade civil e nós vamos demonstrar, através do Programa REM com este seminário, como essas comunidades podem participar, a composição da sociedade civil dentro do Conselho de Povos e Comunidades Tradicionais”, explica o secretário Adjunto de Direitos Humanos da SETASC, Kennedy Dias. A Pasta tem a função de sercretaria executiva do Conselho.

Representantes de 12 segmentos dos PCTs (crédito Fernanda Fidelis REM MT)

REM MT 

REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido ao Estado de Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento. O programa beneficia aqueles que contribuem com ações de conservação da floresta, como os agricultores familiares, pequenos e médios produtores da agropecuária, povos e comunidades tradicionais e os povos indígenas.

*Com informações de Priscila Soares (REM MT)
 

Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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