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Sema-MT devolve 8 animais silvestres para seu habitat natural; veja vídeo

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou a soltura de 8 animais silvestres na baixada Cuiabana nesta semana.

Os animais soltos foram seis aves sendo duas das espécies carcará, uma jandaia, uma coruja suindara, um falcão de coleira, um falcão quiriquiri, além de um gambá e um tamanduá. Veja aqui o vídeo.

Aves
Os carcarás foram encontrados em diferentes situações. Um foi resgatado em um parque e não conseguia levantar voo e o outro foi recebido por meio de entrega voluntária e estava com uma lesão na pata.

A jandaia teve entrada no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresentando sangue nas narinas. Já o falcão de coleira foi encontrado caído na rua, no bairro CPA 3, em Cuiabá e o falcão quiriquiri foi resgatado pela Sema em uma empresa.

Após tratamento adequado e completa reabilitação, as aves puderam voltar ao seu habitat natural.

A 6ª ave foi uma coruja que foi encontrada por um civil e apresentou incapacidade de voo, saúde debilitada, desidratação severa e escore corporal baixo.

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Após tratamento médico e alimentação balanceada, a ave foi transferida para um recinto onde foi possível treinar voos, o que a tornou apta ao retorno para a natureza.
Jandaia coquinho e dois periquitos-de-encontro amarelo | Créditos: Karla Silva – MT

Mamíferos
O gambá foi encontrado no Centro Político Administrativo, sem sinais de lesão e foi solto de forma imediata.

Já o tamanduá foi resgatado pela Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) no bairro Santa Rosa, em Cuiabá, preso a uma rede e encaminhado para uma clínica, onde se verificou apenas ferimentos leves. Após alta, foi solto em uma região de mata em Chapada dos Guimarães.
O gambá foi encontrado sem sinais de lesão e foi solto de forma imediata. Créditos: Karla Silva/ Sema-MT

Orientações
A Sema orienta que, ao se deparar com crimes contra animais silvestres, a população denuncie por meio da Ouvidoria no número 0800 065 3838, ou em uma das unidades regionais.

Se encontrar animais silvestres que necessite de resgate acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto a saúde do animal como ao cidadão.

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(Orientação de texto Renata Prata).

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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