MATO GROSSO
Sema-MT licencia 1ª garimpo com máquina de apuração de ouro sem mercúrio do país
MATO GROSSO
Está em fase de instalação em Poconé (104 km de Cuiabá) um garimpo que utiliza uma máquina com um sistema de apuração de ouro sem o uso de mercúrio. A iniciativa recebeu as licenças Prévia (LP) e de Instalação (LI) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e atende ao protocolo mundial de redução do uso do mercúrio.
A coordenadora de Mineração da Sema, Sheila Klener, destaca que o órgão ambiental incentiva iniciativas inovadoras como esta, o que possibilita o uso dos recursos naturais com sustentabilidade e menor impacto possível.
“O mercúrio, quando utilizado indevidamente, sem o devido controle ambiental, pode causar diversos danos à saúde e ao meio ambiente, e não utilizá-lo representa um avanço importante. É um exemplo para outros empreendimentos de mineração de ouro do estado, e até para o restante do Brasil. Acreditamos e incentivamos novos recursos tecnológicos que possibilitam a qualidade do meio ambiente”, avalia a coordenadora.
O geólogo André Molina, presidente da Cooperativa de Desenvolvimento Minerais de Poconé (Cooper Poconé), explica que a máquina foi construída por uma empresa de Minas Gerais e os estudos para o desenvolvimento do projeto duraram quase cinco anos. O aparelho está em fase de testes até a obtenção da Licença de Operação (LO) junto à Sema.
Segundo o proprietário da Mineração São Rafael, Sidnei Rafael de Souza, a preocupação com o uso do mercúrio e a busca por inovação do sistema por meio de novas tecnologias, somaram com a vontade política de se construir o equipamento.
“Temos a preocupação com a questão do mercúrio e eu acho importante criarmos meios de eliminarmos o uso do nosso processo e assim utilizamos as tecnologias e pesquisas disponíveis para nos auxiliar no projeto. Então agora não somente Poconé, mas a baixada cuiabana e Mato Grosso serão inspiração para o resto do país”.
O equipamento utiliza um sistema denominado “Pelicano”, que usa cianeto de sódio para fazer a “lavagem” do ouro, uma substância que pode ter os resíduos tratados para descarte, sem gerar os danos ao meio ambiente atribuídos ao mercúrio.
De acordo com Igor Justino Fernando, CEO da Brastorno, empresa mineira que construiu o equipamento batizado de Sistema Pelicano, o objetivo é criar uma rede de conscientização entre os donos de mineradoras e, à medida que eles adotarem estas responsabilidades ambientais, mais projetos como estes deverão ser executados.
Para Pedro Eugênio, diretor de Operações do Grupo Fênix, comercializadora de Ouro, Mato Grosso segue como exemplo e referência de boas práticas ambientais e de processos inovadores. “Poconé sendo referência, com uma mineração de baixa escala, atuando de forma responsável e reconhecida no mundo inteiro como saudável e ambientalmente correta”.
O Protocolo de Minamata é o acordo internacional de redução do uso do mercúrio, do qual o Brasil é signatário, e tem o objetivo de restringir o uso da substância e diminuir a poluição por conta do seu potencial de contaminação do solo e rios. Com informações da assessoria da Mineração São Rafael.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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