MATO GROSSO
Sema orienta que população não retire filhotes de corujas dos ninhos
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Na última semana, 8 filhotes de corujas que haviam sido retirados dos ninhos foram devolvidos à natureza. Após passarem por um período de reabilitação para treinamento de voo, cinco foram soltas no Coxipó do Ouro, em Cuiabá, e no Santuário dos Elefantes, em Chapada dos Guimarães.
A coruja é um dos animais silvestres mais curiosos e que mexe com o imaginário e folclore dos brasileiros. Ao mesmo tempo, ela é símbolo na cultura popular de prosperidade e sabedoria, ela também é vista por muitos como um animal que traz azar e mau agouro.
A ave traz características marcantes como olhos grandes e olhar fixo, hábitos noturnos, vocalização forte e habilidade de caça. O hábito de ficar em casas abandonadas ou torres de igreja atrai os mais diversos tipos de superstição.
“Seus olhos enormes aumentam a eficiência da caça e seu canto ajuda a espantar outros animais do seu território e a se comunicar com indivíduos da mesma espécie. As igrejas, torres e casas abandonadas são refúgios seguros, e geralmente esses ambientes abrigam uma população de roedores que serve de alimentos para essas aves, que são predadoras. Apesar de muitos acharem assustador ela sempre estar ali, não tem nada de incomum”, explica Waldo Troy, gerente de Fauna Silvestre da Sema.
Para Waldo, que é biólogo, a morte de corujas traz sérias preocupações. “Infelizmente, o preconceito e a falta de informação sobre estas aves contribuem significativamente para que uma parcela da população tenha medo desses animais por contas de mitos e lendas, que foram aumentando através do tempo. Isso faz com que várias espécies de corujas sejam mortas ou retiradas de seus ninhos ainda filhotes. Nossa orientação é ao encontrar uma coruja apenas contemple sua beleza e nunca retire os filhotes ou ovos dos ninhos”.![]()
Resgate de corujas em 2023
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, em conjunto com o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), foram resgatadas, em 2023, um total de 45 corujas em diversas regiões do Estado, sendo 28 corujas-Suindara, 04 corujas-Caburé, 07 corujas-Buraqueira, 01 coruja-Jacurutu, 03 corujinha-do-mato e 02 corujas-Orelhudas.
O segundo semestre registrou uma quantidade alarmante de filhotes retirados dos ninhos, sendo 22 apenas entre julho e setembro. Das aves resgatadas neste semestre, duas morreram, 10 foram soltas e as outras estão em processo de reabilitação para treinar voo em um recinto adequado, aguardando a soltura.
Orientações
A Sema orienta que, ao se deparar com crimes contra animais silvestres, a população denuncie por meio da Ouvidoria no número 0800 065 3838, ou em uma das unidades regionais.
Se encontrar animais silvestres que necessite de resgate, acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto a saúde tanto do animal como do cidadão.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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