MATO GROSSO
Sérgio Ricardo mobiliza instituições e lidera trabalho para extinção dos lixões na Região do Baixo Araguaia
MATO GROSSO
O presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, reuniu prefeitos de sete municípios e representantes do Ministério Público do Estado (MPE-MT), Assembleia Legislativa (ALMT) e Governo do Estado para resolver o problema dos lixões no Baixo Araguaia. Em reunião nesta quarta-feira (22), foi definida a possibilidade de que os resíduos sólidos da região sejam encaminhados a Confresa, onde deverá ser construído um aterro sanitário.
“Estamos discutindo isso porque a gente quer cidades sustentáveis, que tenham a destinação correta dos seus resíduos sólidos, uma vez que os lixões estão proibidos. Portanto, todos os municípios precisam ter aterro sanitário e isso pode ser feito por meio de consórcio, ou seja, as cidades constroem em conjunto um aterro que atenda toda a região. Chegamos a soluções muito boas hoje”, explicou o conselheiro.
Segundo Sérgio Ricardo, a alternativa vai beneficiar principalmente as cidades com menor poder aquisitivo, a partir da criação de consórcio específico para o rateio da destinação final dos resíduos sólidos, garantindo o cumprimento do Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020). Participaram do encontro gestores de Canabrava do Norte, Confresa, Porto Alegre do Norte, Vila Rica, Santa Terezinha, Santa Cruz do Xingu e São José do Xingú.
“O Tribunal de Contas quer ver o estado crescendo e se desenvolvendo com sustentabilidade e com qualidade de vida para todas as pessoas. Para isso, estamos ajudando os municípios onde eles têm dificuldades. Fiscalizar é uma obrigação que nós temos, mas antes disso, queremos ajudar os prefeitos a conseguirem atender o Novo Marco Legal do Saneamento Básico. Estamos auxiliando e os resultados estão sendo excelentes”, disse o conselheiro.
A reunião foi solicitada ao conselheiro pelo deputado estadual Dr. Eugênio. Na ocasião, o parlamentar falou sobre a importância da ação conjunta. “Quando surgiu a ideia de provocar essa reunião de trabalho foi justamente para que pudéssemos fazer do conselheiro Sérgio Ricardo um intermediador para que pudéssemos resolver essa questão. Sabemos que o problema existe e cabe a nós buscar um caminho para resolvê-lo e o Tribunal de Contas é uma peça fundamental nessa parceria que envolve outras instituições.”
O promotor do MPE-MT Carlos Eduardo Silva adiantou que o debate também foi importante para a definição das próximas etapas do trabalho. “Nesse caso específico, o melhor cenário para a implantação do aterro é Confresa, que tem uma estrutura mais adequada para receber esse material e também é o município que mais o produz. Verificamos que está sendo providenciado o licenciamento de uma área própria para o aterro que vai atender os municípios do Baixo Araguaia.”
A região conta com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Norte Araguaia (Cidesa), que agora deverá encaminhar à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) o pedido de licenciamento para a instalação de um aterro sanitário a 25 km de Confresa. Foi o que explicou o presidente do Consórcio e prefeito de Vila Rica, Abimael Borges da Silveira, ao destacar a contribuição do TCE-MT para o desenvolvimento da pauta.
“Quero agradecer ao conselheiro Sérgio Ricardo, porque realmente os agentes precisavam ser provocados. Dentro do que foi discutido, vamos procurar a viabilidade de recursos para tocarmos essas ações. Vou procurar o prefeito de Confresa para darmos encaminhamento a essa licença e, a partir disso, devemos achar investidores interessados em construir. Precisamos regulamentar tudo para viabilizar recursos, porque não fica barato. Sabemos que toda ajuda que precisamos, podemos contar com o TCE”, afirmou ele.
A secretária adjunta de Cidades da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Rafaela Damiani, ressaltou o papel do TCE-MT para o avanço do debate. “Precisamos que os municípios encaminhem as demandas, então o que ficou deliberado é que os municípios estão fazendo estudos técnicos e vão encaminhar para que possamos auxiliá-los. O Tribunal está sendo o ator principal para que essas demandas sejam reunidas e para que façamos esse planejamento da melhor forma possível.”
Durante o encontro, foram debatidos temas como a cobrança de taxa municipal para destinação de resíduos sólidos, a construção de um observatório do saneamento ambiental, planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos, assim como as regras aplicáveis a estes planos, dentre outros.
Protagonismo
Sérgio Ricardo vem liderando a discussão junto aos municípios para o cumprimento do Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico no estado. Ao reconhecer que o principal obstáculo para o avanço desta pauta é a falta de recursos, o conselheiro também tem apontado soluções para que os fiscalizados se organizem para acabar com os lixões dentro do prazo estabelecido pela legislação, que acaba em 2024.
Para tanto, em junho, mobilizou os prefeitos de Alta Floresta, Nova Monte Verde, Apiacás, Nova Bandeirantes, Guarantã do Norte, Nova Canaã do Norte, Carlinda e Paranaíta em reunião ampliada com diversas instituições. O trabalho também se estendeu à Região Metropolitana de Cuiabá e, em julho, houve encontro com os gestores da Capital, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Nobres, Rosário Oeste, Barão de Melgaço, Jangada e Poconé.
“Em Mato Grosso, praticamente todos os municípios ainda têm lixões. A lei está chegando ao seu prazo final e eles precisam se adaptar, mas instalar o aterro sanitário custa dinheiro. Então, o que buscamos é uma solução, por isso colocamos todas as partes frente a frente para encontrarmos um caminho”, concluiu Sérgio Ricardo.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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