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Sesc-MT e Polícia Militar renovam parceria no projeto ‘Lutando pelo Futuro’ para crianças e adolescentes

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Por Sesc-MT

O Sesc-MT renovou a parceria com a Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 1º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso (BPMMT) e do Grêmio Recreativo e Esportivo Centenário, para a continuidade do projeto “Lutando pelo Futuro – Transformando vidas através do Jiu-Jitsu”. Cerca de 200 crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade, são atendidos pelo projeto iniciado em 2022, de forma gratuita.

O diretor regional do Sesc-MT, Allan Serotini, ressalta a importância do projeto, ressaltando que a proposta vai além da missão original, tanto da instituição quanto da Polícia Militar.

“Esse é projeto muito importante, que vai muito além das funções do Sesc e da Polícia Militar, e que nós iremos colher bons frutos no futuro, dando perspectiva de vida para esses jovens”, ressaltou.

A parceria entre as duas instituições garante aulas de Jiu-Jitsu três vezes por semana, com turmas nos períodos matutino e noturno, nas instalações do 1º BPMMT, além de ações educativas e de saúde.

Para fortalecer a iniciativa, o Sesc-MT estruturou o espaço com tatames apropriados, e forneceu quimonos e faixas para os alunos, permitindo que possam treinar com segurança e conforto. Os recursos foram disponibilizados por meio do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG) do Sesc-MT, que é um dos braços sociais da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Para o comandante do 1º BPMT ‘Daniel de Queiroz’, tenente-coronel Alessandro Pereira de Jesus, a realização do projeto só é possível devido ao apoio recebido. “O Sesc-MT é hoje o nosso principal parceiro. Sem ele, esse projeto não existiria, não conseguiríamos tocar o projeto. Além do material para a prática do Jiu Jitsu, o Sesc-MT também fornece a alimentação básica para os jovens do ‘Lutando pelo Futuro’, que muitas vezes é uma das principais refeições do dia deles. A maioria dos nossos atletas são carentes e aqui, além da alimentação, eles recebem carinho e respeito. Só temos a agradecer ao Sesc-MT por ter acreditado e abraçado o nosso projeto”, ressaltou.

Lutando pelo Futuro

O projeto “Lutando pelo Futuro”, além de formar atletas, busca a formação de cidadãos conscientes, promovendo disciplina, a autoestima e espírito de equipe. Por meio da ação, os alunos têm a oportunidade de participar de campeonatos regionais e estaduais, vivenciando o esporte de forma competitiva e abrindo portas para novas oportunidades e experiências. Nos anos de 2023 e 2024, os alunos do projeto alcançaram 177 medalhas em campeonatos estaduais, nacionais e mundiais, sendo 67 de ouro, 59 de prata e 51 de bronze.

No Mundial Kids da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE), realizado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro do ano passado, foram conquistadas duas medalhas: uma de ouro e uma de prata. A de ouro foi conquistada pela atleta Rafaela Gabriela Silva de Oliveira, e a medalha de prata é do atleta Ricardo Manoel Arruda Leal de Lima, ambos na categoria infanto-juvenil de 14 a 15 anos, faixa cinza amarela, meio pesado.

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Sobre o Sesc-MT      

O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso. Atualmente, o Sesc-MT administra 21 unidades fixas no estado e cinco unidades móveis que circulam pelos municípios do interior.

O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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