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Taça das Favelas: Seleções de Mato Grosso entram em campo nesta quinta-feira (03)

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Começa nesta quinta-feira (03.11), na cidade de São Paulo, o maior campeonato de futebol de campo do mundo entre comunidades, a Taça das Favelas. Atletas das duas seleções de Mato Grosso, masculina e feminina, vão representar o estado na etapa nacional da competição.

“Mais um golaço da Secel. Com convenio de mais de R$ 200 mil, elevamos o nome de Mato Grosso em mais uma competição nacional. Apoiamos nossos atletas desde as etapas iniciais até a seletiva nacional, chegando às finais, quando teremos todos os estados se confrontando. Nossos atletas foram para São Paulo com todo suporte necessário, e assim tem sido desde as seletivas, da peneira dos melhores atletas até a competição nacional. Com esse investimento do Governo de Mato Grosso, nossas seleções têm grandes chances de saírem vitoriosas, mas até aqui já conquistamos resultados fantásticos para o esporte de Mato Grosso”, destaca Jefferson Neves, secretário de Cultura, Esporte e Lazer.  

A comitiva de Mato Grosso é composta de 55 pessoas, entre os 20 jogadores do masculino, 20 atletas do feminino, comissão técnica das seleções e produção da Central Única das Favelas de Mato Grosso (Cufa-MT).

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Os jogos na capital paulista ocorrerão no Centro Educacional e Esportivo (CEE) Vicente Ítalo Feola, na praça Haroldo Daltro – Vila Nova Manchester. As finais masculina e feminina estão marcadas para o dia 19 de novembro, na Arena Barueri.

“Esta é a primeira vez que Mato Grosso participa da etapa nacional. Realizamos a etapa estadual e agradecemos a todos que contribuíram para a realização da Taça em nosso estado e viabilizaram a ida para São Paulo. Vamos fazer bonito, mostrar o bom futebol dos meninos e meninas e queremos estar na final”, afirmou o coordenador esportivo da Cufa-MT, Giovanni César Gabriel.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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