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TCE-MT sedia Encontro da Educação Infantil: desafio e perspectivas

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O Tribunal de Contas tem atuado efetivamente na indução de políticas públicas para educação infantil e pela ampliação da oferta de vaga em creches.

Atuando efetivamente na indução de políticas públicas para educação infantil e pela ampliação da oferta de vagas para crianças na primeira infância, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) sediou, nesta quinta-feira (13), o Encontro da Educação Infantil: desafio e perspectivas, organizado pelo Fórum Mato Grossense de Educação Infantil (FMTEI).

Na abertura do evento, o conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, salientou que a Educação é um direito de todos e um dever do Estado, portanto, obrigação de todo agente público. “Isso está na Constituição de 88, batizada de Constituição Cidadã, em seu Artigo 205, e é por isso que o Tribunal de Contas está nesta discussão. A Educação é um direito, saúde é um direito e a obrigação é de quem? do Estado, e quem somos nós? o Estado. Somos agentes públicos, então isso é nossa obrigação. Por isso, o TCE também está tão empenhado e trabalhando tanto na Educação, somos obrigados a discutir todos os assuntos que digam respeito às pessoas, ao crescimento e ao desenvolvimento do Estado.”

Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE e representante da instituição no Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política Pública da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), o conselheiro Antonio Joaquim destacou, na oportunidade, que já foram garantidos recursos na ordem de R$ 120 milhões no orçamento do Estado para construção de creches e que o Tribunal de Contas está liderando uma força-tarefa junto ao Governo para assegurar que o montante não seja perdido em virtude das limitações impostas pelo período eleitoral.

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“Há um déficit constatado de 12 mil vagas de creches em Mato Grosso. Então, nesse momento, estamos debatendo e auxiliando a Secretaria de Estado de Educação na elaboração de um cronograma de execução desses recursos que estão disponíveis no orçamento para sanar essa necessidade. E a gente fica muito feliz pelo fato de o Fórum ter nos procurado para sediar esse encontro, porque essa governança colaborativa entre as instituições públicas, entre as organizações não governamentais, entre os Fóruns, é que vai gerando um caminho de solução de mitigação do grave problema”, ponderou o conselheiro.

A coordenadora do Fórum, que é vinculado ao Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB), Jaqueline Pasuch, pontuou que o objetivo do encontro é justamente discutir aspectos imprescindíveis para ampliar a oferta da Educação Infantil nos municípios, tendo como foco os padrões de qualidade estrutural e pedagógica.

“Estamos aqui para discutir a garantia dos direitos das crianças na execução de uma política pública de educação infantil, da oferta, da demanda, do atendimento, da formação dos professores, da valorização, da construção, das instituições que atendem os bebês e as crianças até os 6 anos de idade, que é a primeira etapa da Educação Básica no Brasil. Então, cada um dos participantes tem um caráter muito especial de representatividade para o atendimento da qualidade e da equidade que a gente precisa”, concluiu.

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O encontro contou com a participação do supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis. Na mesma data, o TCE-MT liderou uma reunião ampliada com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, prefeitos, represententes do Poder Judiciário e do Legislativo, a fim de garantir a aplicação dos R$ 122 milhões previstos Lei Orçamentária Anual (LOA 2024) para construção e conclusão de creches inacabadas no estado.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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