MATO GROSSO
Tenente-coronel da PMMT é a primeira mulher a se formar em curso de especialização da Rota-SP
MATO GROSSO
A tenente-coronel Susane Tamanho, da Polícia Militar de Mato Grosso, é a primeira mulher do Brasil a se formar em um curso de especialização do Batalhão de Choque e Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar” (Rota) da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A cerimônia de formatura foi realizada na manhã desta quinta-feira (1º.12), na sede da unidade, na capital paulista.
O Batalhão da Rota foi fundado em 1º de dezembro de 1970, no Estado de São Paulo, sendo a primeira unidade de policiamento no país especializada no patrulhamento tático motorizado. O curso oferecido pela equipe tem a formação voltada para atuação contra o crime organizado e repressão a quadrilhas especialistas em crimes violentos.
Para a tenente-coronel Susane, a sensação é de “extremo orgulho e gratidão” por ter finalizado a formação e entrar para a história da Polícia Militar, sendo a primeira mulher no país formada em mais de 50 anos de existência do Batalhão.
“Todas as polícias do país se espelham na Rota quando o assunto é patrulhamento tático. Estar no batalhão, ter vivido a rotina e feito o curso com policiais extremamente dedicados, é uma sensação de orgulho, pertencimento e de poder demonstrar que nós mulheres somos capazes, somos fortes, determinadas, e que conseguimos, através dos nossos esforços, ter o nosso espaço reconhecido”, afirma.
Atual comandante da Força Tática do 1º Comando Regional, a tenente-coronel também ressalta a importância de se atualizar tecnicamente em um curso de alto nível e trazer os ensinamentos para as unidades da Força Tática, tanto da Capital quanto de outros comandos regionais da PMMT.
“O aprendizado técnico é elevadíssimo, com instruções do mais alto nível de conhecimento. Tenho 23 anos de PMMT e fazer um curso nível desse é muito bom. Esperamos disseminar todo esse ensinamento para a nossa Força Tática. O Rota é o berço do patrulhamento tático e os ensinamentos que recebemos são fundamentais para fazer com que nossas tropas táticas sejam sempre especializadas, para continuarmos levando um serviço de extrema qualidade para a sociedade mato-grossense”, finaliza a tenente-coronel Susane.
A especialização, que exige um preparo físico e mental do operador da doutrina da Rota, teve duração de 30 dias e finalizou com 35 formandos de todo o país. Além da tenente-coronel Susane, a PMMT também foi representada pelo tenente-coronel Sávio Pellegrini Monteiro, subcomandante da Força Tática do 1º CR.

Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.