MATO GROSSO
Treinamento do PNTP reúne 380 participantes de todos os Tribunais de Contas
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O treinamento para o 2º ciclo do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), realizado nos dias 04 e 05 de maio, na sede do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, teve a participação de 330 técnicos de todos os órgãos de controle do país. A atividade objetivou capacitar os envolvidos no projeto quanto à metodologia de análise dos portais públicos. Pelo menos 73 colaboradores participaram presencialmente das atividades e 307 a distância, na modalidade online.
Uma das ações do PNTP é a avaliação anual do nível de transparência ativa dos portais dos Poderes e órgãos fiscalizados pelos Tribunais de Contas, incluídos os sites mantidos pelas próprias instituições de controle externo. A iniciativa, desenvolvida pela Atricon e Tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), tem o apoio da Abracom, do CNPTC, do Conaci e do IRB.
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O primeiro ciclo do PNTP resultou na criação do Radar da Transparência Pública, portal que reúne informações sobre o nível de transparência de cada instituição fiscalizada. No treinamento também foram detalhadas as alterações nos critérios de avaliação das instituições. O coordenador-geral do PNTP, conselheiro Antônio Joaquim Neto (TCE-MT), destacou que as novidades refletirão bons resultados ao final do ciclo. “Teremos uma ampliação dos itens a serem verificados nos portais e maior rigor nas análises”, disse.
O coordenador técnico do projeto e vice-presidente Executivo da Atricon, Edilson de Sousa Silva (TCE-RO), compartilhou da mesma opinião e ressaltou a adesão do Tribunal de Contas da União ao projeto. “Com isso, temos a participação de todos os órgãos de controle do país”. O vice-presidente cita também que, no ciclo de 2023, será concedido um prazo maior para as unidades gestoras conheçam os critérios do PNTP e implementem as melhorias necessárias nos portais.
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Na abertura do treinamento, o presidente da Atricon, conselheiro Cezar Miola, em vídeo, salientou que a transparência permite o engajamento cívico da população na formulação, no acompanhamento e na avaliação das políticas públicas, inclusive sob a forma de reivindicações e sugestões.
Destacou ainda que a transparência é o instrumento pelo qual os governantes podem justificar à população as opções efetivadas e a sua motivação, fazendo dela um aliado do bom gestor. Agradecendo o acolhimento e a parceria do TCMSP, Cezar Miola pontuou que “o envolvimento de todos em favor da transparência dos dados é fundamental e envolve, além do controle externo, o controle interno e os jurisdicionados”.
O presidente do TCM-SP, conselheiro Eduardo Tuma, citou que “o Programa é um marco na busca da concretização do princípio da transparência na administração pública brasileira e um passo necessário para a consolidação do Estado Democrático de Direito, na medida em que possibilita a ampliação do acesso à informação e a participação dos cidadãos”.
Na mesma linha, o vice-presidente de Direitos, Prerrogativas e Assuntos Corporativos da Atricon e corregedor do TCM-SP, João Antonio da Silva Filho, referiu o artigo 3º da Constituição Federal brasileira, pontuando “que não há Estado Democrático de Direito sem o exercício da transparência”. Dessa forma, considera que a iniciativa do PNTP não é importante somente para o Sistema Tribunal de Contas, mas principalmente para a consolidação da democracia”.
Experiência internacional é compartilhada em aula magna
Na manhã do primeiro dia de capacitação, os auditores participaram da aula magna ministrada pelo professores William Gilles e Irène Bouhadana, diretores do mestrado em Direito Digital da Sorbonne, tradicional universidade francesa. Gilles e Bouhadana também lideram o Instituto Mundial de Desenvolvimento para a Boa Governança Pública (IMODEV), uma organização científica sem fins lucrativos que reúne especialistas e pesquisadores em torno da compreensão e dos impactos da sociedade digital.
Durante a explanação, os professores apresentaram princípios que entendem como necessários para a efetivação de um governo aberto, que envolvem o direito ao acesso à informação pública e à reutilização dos dados, o papel dos cidadãos nas decisões das políticas públicas, a confiabilidade das informações e a necessidade da promoção de ações para a difusão da cultura de divulgação dos dados abertos para a apropriação da sociedade.
A professora Irène Bouhadana iniciou a sua exposição destacando o importante função que as Cortes de Contas do Brasil e do mundo exercem na divulgação dos dados públicos, por meio dos seu trabalho de fiscalização e dos seus relatórios de análise de editais e contratos. Nessa esteira, o professor Gilles apontou que “sem a transparência, a missão dos Tribunais de Contas perde o impacto”.
A professora Bouhadana chamou atenção para o fato de que “a busca pelo governo transparente existe desde a Antiguidade”. No entanto, avalia que “ a introdução da transparência nos princípios da Administração Pública, a partir do século XX, trouxe progressos significativos nesse campo”. Cita como exemplo, a criação de estruturas jurídicas que determinam a prestação de contas dos seus atos por parte dos governantes e gestores.
Os professores também fizeram reflexões acerca da contribuição da revolução digital como uma das ferramentas relevantes para o aumento da transparência, ressaltando “que há diferentes realidades institucionais entre países e também dentro de um mesmo País quanto ao uso da tecnologia como aliada à difusão da transparência, que depende tanto de recursos disponíveis quanto do envolvimento dos governantes com a temática.
Dessa forma, o professor Gilles reforçou a necessidade de uma estrutura jurídica que direcione os governantes para a necessidade de prestação das contas dos serviços prestados com o dinheiro público. Gilles destacou, por fim, “a contribuição dos dados abertos no combate à corrupção”, citando como exemplo as contratações abertas dos serviços públicos, que permite o acompanhamento de todas as etapas do processo licitatório por meio das ferramentas digitais.
Concluindo a exposição, os professores chamaram a atenção para os desafios da sociedade digital, que envolvem o aprimoramento das ferramentas, a legislação e a vontade política dos governantes na implementação de instrumentos de transparência. Nesse sentido, entenderam que os Tribunais de Contas são as instituições que, com sua expertise, podem impulsionar esse processo de transparência no âmbito da Administração Pública e do Estados Democráticos de Direito.
Veja a programação completa do treinamento realizado. Em breve será divulgado o cronograma das atividades do projeto. Saiba mais em: https://atricon.org.br/pnt/
Comunicação Atricon com informações do TCM-SP
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Mounjaro e a pele: os efeitos que ninguém te contou antes de começar o tratamento
Mounjaro virou assunto nos consultórios médicos e rodas de conversa de todo o Brasil. Como já se sabe, a tirzepatida, princípio ativo do medicamento, promove perda rápida de peso e tem atraído cada vez mais pacientes. Mas, enquanto a balança vai registrando números menores, o que acontece com a pele quase sempre passa despercebido até virar um problema.
A dermatologista Sullege Suzuki, referência em tricologia e medicina estética, tem recebido cada vez mais pacientes com queixas que começam a aparecer semanas ou meses após o início do uso do medicamento: cabelos caindo em quantidade acima do normal, rosto com aspecto cansado, pele mais frouxa nos braços, abdômen e coxas, e unhas que ficam quebradiças sem razão aparente.
“Quando a perda de peso acontece muito rápido, o organismo não tem tempo de se adaptar. A pele perde sustentação, o colágeno não acompanha o ritmo e o resultado pode ser frustrante para quem esperava apenas os benefícios do emagrecimento”, explica a especialista.
O que acontece com a pele durante o emagrecimento acelerado
O mecanismo do Mounjaro atua em dois receptores hormonais ao mesmo tempo, o GLP-1 e o GIP, potencializando a sensação de saciedade e acelerando a perda de gordura. O problema é que a gordura que vai embora não é só a do abdômen. Parte dela está no rosto e funciona como estrutura de sustentação natural. Quando ela diminui rapidamente, a pele fica sem esse suporte e começa a ceder.
Esse fenômeno ganhou até nome próprio nas redes sociais internacionais: “Mounjaro Face”. Ele se manifesta como sulcos mais profundos, perda do contorno da mandíbula, olheiras marcadas e um aspecto geral de envelhecimento precoce. No corpo, os sinais aparecem nos braços, abdômen, glúteos e parte interna das coxas, regiões onde a pele perde firmeza e passa a ter sobra visível.
“A pele humana tem elasticidade, mas ela tem limite. Uma perda de gordura muito intensa em pouco tempo rompe fibras elásticas que não se reconstituem sozinhas. Depois que isso acontece, o tratamento fica mais complexo e custoso do que teria sido se o cuidado fosse iniciado desde o começo”, destaca Dra. Sullege.
Cabelos, unhas e a conexão com o déficit nutricional
Um dos efeitos mais relatados por quem usa a tirzepatida e ainda pouco discutido fora dos consultórios especializados é a queda de cabelo. O medicamento não agride diretamente o folículo piloso, mas o emagrecimento acelerado funciona como um gatilho de estresse metabólico. O organismo interpreta essa mudança brusca como uma situação de risco e começa a direcionar os recursos para funções que considera mais urgentes. Os cabelos ficam em segundo plano.
Com a redução drástica do apetite, muitos pacientes passam a ingerir quantidades insuficientes de proteínas, ferro, zinco e biotina. Esses nutrientes são fundamentais para a estrutura tanto do fio de cabelo quanto da unha. Quando o organismo entra em déficit, a queratina produzida fica mais fraca e as consequências aparecem nas duas extremidades: fios que quebram ou caem com facilidade e unhas que descamam, partem e demoram a crescer.
“O cabelo e a unha são estruturas que dependem dos mesmos blocos construtores. Quando o paciente entra em emagrecimento rápido sem acompanhamento nutricional adequado, esses dois sinais aparecem juntos, às vezes antes mesmo de a flacidez ser percebida. É um alerta precoce que a dermatologia consegue identificar e tratar cedo”, afirma Dra. Sullege Suzuki.
Quando começar o cuidado: a resposta é antes
A principal orientação de Dra. Sullege Suzuki para quem vai começar ou já está usando o Mounjaro é clara: não esperar os sinais aparecerem para buscar atendimento dermatológico. O acompanhamento desde o início é o que permite trabalhar de forma preventiva e garantir que o emagrecimento não venha acompanhado de prejuízos estéticos.
Para a pele do rosto e do corpo, a medicina estética conta hoje com bioestimuladores de colágeno, que atuam nas camadas mais profundas estimulando a produção de novas fibras de sustentação. Tecnologias como o ultrassom microfocado e a radiofrequência também são aliadas importantes para garantir firmeza sem procedimentos cirúrgicos. A toxina botulínica, quando bem indicada, ajuda a evitar que as linhas de expressão se fixem na pele que está perdendo elasticidade.
Para os cabelos, o Espaço Sullege Suzuki conta com um spa capilar equipado com tecnologia de ponta para atender pacientes em processo de emagrecimento. Entre os recursos disponíveis estão a aplicação de plasma rico em plaquetas, que estimula os folículos pilosos e promove a regeneração capilar, e o uso de células-tronco capilares, que atuam diretamente na renovação do folículo e na recuperação de fios enfraquecidos. Esses protocolos são personalizados conforme o grau de queda, o perfil capilar de cada paciente e o estágio do tratamento com a medicação.
“A queda de cabelo associada ao Mounjaro é tratável. Com os protocolos certos e o início precoce, a maioria dos pacientes consegue manter a densidade capilar durante todo o processo de emagrecimento. O que desenvolvemos foi pensado exatamente para isso: oferecer um cuidado completo, que vai da avaliação tricológica até os tratamentos mais avançados disponíveis hoje no mercado”, explica a médica.
“O emagrecimento pode ser transformador para a saúde e para a autoestima. Mas ele precisa vir acompanhado de um olhar cuidadoso para a pele, o cabelo e as unhas. Temos hoje recursos modernos e eficazes para garantir que a pessoa que emagrece chegue ao resultado final com a pele firme, o cabelo saudável e a aparência rejuvenescida”, conclui Dra. Sullege.
SINAIS DE ALERTA: quando procurar um dermatologista durante o uso do Mounjaro
Queda de cabelo acima do habitual semanas ou meses após o início do uso
Unhas que quebram com facilidade, descamam ou crescem mais devagar
Aspecto cansado ou envelhecido no rosto mesmo sem ter perdido muito peso ainda
Perda de definição na região da mandíbula ou sulcos mais marcados
Pele com aparência mais frouxa em braços, abdômen ou coxas
Ressecamento intenso ou perda de brilho na pele
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