MATO GROSSO
Turista de MT morre e 6 pessoas ficam feridas após acidente com carro em duna de Camocim, no Ceará
MATO GROSSO
Um acidente com uma caminhonete deixou uma turista de Mato Grosso morta e outras seis pessoas feridas na Duna do Guriu, em Camocim, no litoral oeste do Ceará. O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (17). Um vídeo feito instantes antes do acidente mostra o veículo atolado nas areias.
A turista foi identificada como Danúbia Daiane Reis, de 35 anos. O g1 apurou que, entre os feridos, está um adolescente de 15 anos, que dirigia o veículo no momento do acidente. Ele atuava como guia turístico de Jijoca de Jericoacoara, mas não era formalmente credenciado pela prefeitura.
O grupo era formado por três casais, todos de Mato Grosso. O Corpo de Bombeiros, o Samu e a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) foram acionados.
Um dos sobreviventes foi para um hospital no município de Granja, e os outros foram encaminhados para unidades de Jijoca de Jericoacoara, cidades vizinhas ao local do acidente.
“O carro passou do limite da duna, cortou o paredão e caiu lá embaixo. Uma das vítimas entrou em óbito no local mesmo, não resistiu aos ferimentos”, disse um bugueiro em entrevista ao g1.
Investigação
Ainda não há mais informações sobre como o acidente aconteceu. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
Equipes da Polícia Militar (PMCE) e da Perícia Forense (Pefoce) também foram acionadas. A ocorrência está em andamento, e o caso está a cargo da Delegacia Regional de Camocim.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.