Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Vencedores do Prêmio de Eficiência e Inovação melhoraram serviços de segurança, educação e saúde à população mato-grossense

Publicados

MATO GROSSO

A Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e as Secretarias Estaduais de Educação (Seduc) e Segurança Pública (Sesp) criaram soluções que impactam na prestação de serviços públicos para a comunidade surda, no atendimento multiprofissional e multiterapêutico de estudantes da rede estadual, e que promovem a integração de profissionais da saúde e bombeiros no atendimento pré-hospitalar de trauma e emergências clínicas.

Por essas iniciativas, as suas equipes conquistaram, respectivamente, as três primeiras colocações da categoria Satisfação do Cidadão ou Servidor, do Prêmio de Eficiência e Inovação em Práticas Públicas.

O Centro de Inovação Redes Inteligentes e Soluções Criativas (Risc – Unemat) ficou na primeira colocação. A equipe desenvolveu o aplicativo Chama o Bombeiro, que fica hospedado numa plataforma e possui um painel intuitivo e ilustrativo. A ferramenta garante um serviço rápido e seguro para a comunidade surda, auxiliando também o órgão competente nessas ocorrências.

Por enquanto, essa tecnologia está disponível somente no município de Cáceres (MT), mas passa pelo processo de transferência tecnológica do Risc para o domínio tecnológico do Corpo de Bombeiros Militar. A inovação proporcionada pelo aplicativo é que ele derruba a barreira da oralidade para o atendimento à população, indo além dos modelos convencionais.

O coordenador do Risc, Robson Gomes de Melo, destaca que a ferramenta captura o georreferenciamento do local no qual ocorre a solicitação e permite que a central de atendimento dos Bombeiros tenha detalhes do tipo de ocorrência, por exemplo, pela gravação de vídeo ou captura de fotografia.

“Outro diferencial é a possibilidade de escalabilidade. Trata-se de uma ferramenta que pode ser adotada por vários outros tipos de serviços de prestação de socorro, como pela Delegacia da Mulher, Polícia Militar, Polícia Civil, pelo SAMU”, prospecta Melo, que também é professor da Unemat.

Leia Também:  Ala pediátrica do Hospital Regional de Sinop atendeu 764 pacientes em menos de seis meses

A segunda colocação é uma conquista da equipe da Seduc que, por meio de uma formação multiplidisciplinar e multiterapêutica de especialistas, inovou no atendimento prestado à educação especial. Segundo a integrante da equipe, Criseida Rowena Zamboto de Lima, nenhuma rede estadual de ensino tem um atendimento nesse formato voltado para estudantes com deficiência, deficiências múltiplas ou autismo, por exemplo.

O serviço Eduinclui se destaca pelo pioneirismo e porque dá celeridade ao processo de diagnósticos de saúde que, muitas vezes, pelo fluxo convencional, demora 4 ou 5 anos, em casos não muito evidentes, como em crianças com deficiência intelectual leve ou com autismo nível 1 de suporte. 

“Por meio da inovação e eficiência proporcionadas pelo Eduinclui, a escola consegue em menos de dez dias o primeiro atendimento, seja por clínico geral, e, no máximo 30 dias, um atendimento com o psiquiatra ou neurologista”, pondera a professora.

“Já nesse período de 30 dias, o atendimento começa a acontecer também com os profissionais das demais especialidades, como da educação, fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia”, complementa.  Quanto mais precocemente é diagnosticada a deficiência ou o transtorno do espectro autista mais rapidamente é possível intervir na qualidade educacional e nos fatores que vão fazer com que esse estudante tenha um bom desenvolvimento na sociedade.

O terceiro lugar ficou com a Sesp, por meio do Corpo de Bombeiros Militar, com implantação da 1ª Central Regional de Regulação de Atendimento Pré-hospitalar Móvel (APH). A iniciativa foi aplicada no município de Sinop (MT) para atender os casos de resgates de baixa, média ou alta complexidade.

Leia Também:  Estímulo à indústria e exploração de jazidas de fosfato podem reduzir dependência de MT por fertilizantes estrangeiros

De acordo com um dos integrantes da equipe, Jean Carlos Pinto de Arruda Oliveira, a implantação do serviço de regulação médica de atendimento pré-hospitalar é um avanço para os atendimentos de trauma e emergências clínicas na região Médio Norte do estado. “Por meio da integração profissionais de saúde e militares, conseguimos melhorar a prestação de serviço ao cidadão, ativar o suporte avançado com a presença de médicos e enfermeiros, otimizando recursos públicos municipal e estadual”, declara o bombeiro.

Entre os benefícios à população estão a integração de reforço, visto que a iniciativa se consolida por meio de parceria entre estado e município, a otimização de recurso, evitando a duplicidade de despesas, a implantação em curto prazo, além de se consolidar como uma prática que melhora o atendimento de serviços de resgate para os municípios. Estão disponíveis unidades móveis terrestres e aéreas.

A premiação 

O prêmio organizado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) reconheceu as dez melhores práticas em cada uma das categorias: Transformação Digital; Redução de Custos/Melhoria da Receita; e Satisfação do Cidadão ou do Servidor.

Essas três primeiras equipes da segunda categoria ganharam como reconhecimento, respectivamente, os valores de R$200 mil, R$170 mil e R$200 mil. Os integrantes dos grupos também têm direito a passagem aérea internacional com acompanhantes e os vencedores também receberam o certificado “Servidor Eficiente e Inovador em Práticas Públicas”.

As práticas vencedoras serão aceleradas pelo Laboratório Central de Inovações (LabSin) para serem replicadas em outros órgãos.

Para conferir o ranking dos premiados, clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

Publicados

em

Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

Leia Também:  Gefron apreende 470 quilos de pasta base de cocaína em aeronave

Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

Leia Também:  Luta por direitos dos Povos Indígenas é bandeira da Defensoria Pública de Mato Grosso

O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA