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Vendedor recebe PIX de R$ 275 mil por engano e devolve ao dono em MT

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O consultor de vendas Daniel Franco de Oliveira ficou surpreso na última sexta-feira (1º) ao receber em sua conta um PIX inesperado de R$ 275,3 mil. Por ter recebido no ‘dia da mentira’ o vendedor até pensou que era uma brincadeira, mas a bolada na conta era real.

Daniel trabalha em uma academia em Sinop, a 504 km de Cuiabá, e ganha R$ 1,5 mil de salário. Mas não pensou duas vezes, registrou boletim de ocorrências e buscou o dono para devolver os valores. “Eu recebi uma notificação do banco no dia 1° de abril de um PIX com o valor muito alto”, contou.

A primeira pessoa que ele comentou foi com a chefe. “Eu fiquei muito nervoso e chamei a minha chefe. Primeiro eu tentei me conter e pensei que talvez não possa ser de verdade, talvez possa ser do banco”, pensou.

Ao investigar de onde partiu o dinheiro, Daniel descobriu que o PIX partiu de uma corretora de grãos que errou ao fazer um pagamento. A empresa também é de Sinop.

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O supervisor comercial da corretora de grãos, Igor Eduardo Marques, disse que houve um erro de digitação na hora de mandar o PIX. O erro foi identificado posteriormente. “Quando enviamos o comprovante para o fornecedor ele nos disse que estava errado o nome na transferência”, comentou.

O representante da empresa informou que tentou contato com o recebedor do PIX, mas não conseguiu. O especialista em segurança da informação, Hércules Brandão Dias, destacou que a pessoa precisa tomar cuidado com abreviações na hora de mandar o PIX. Segundo ele, homônimos e pessoas com nomes parecidos causam muita confusão.

Afirmou que ao identificar erros o primeiro passo é tentar localizar a pessoa. Caso a pessoa se negue, pode ser apropriação indébita, um crime tipificado no Código Penal.

O PIX foi lançado em outubro de 2020. É uma ferramenta que permite transferência de uma conta para outra a qualquer hora do dia em menos de 10 segundos. Para usar e transferir, basta adicionar a chave de destino.

No caso de Sinop, a honestidade falou mais alto. A devolução aconteceu nesta semana, gerando um alívio para o empresário e para o consultor Daniel.

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A empresa recompensou Daniel pela atitude. “Não consigo imaginar usando um dinheiro que não é meu”, disse o consultor de vendas.

O representante da empresa destacou que recompensou o consultor de vendas pela boa fé em R$ 3 mil, o dobro do salário de Daniel. “Que seja exemplo para outras pessoas pra quando acontecer este erro”, disse o representante.

FONTE/REPOST: Gustavo Nolasco – FOLHAMAX

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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