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Vereador vê retaliação de grupo rival e quer proteção policial

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O vereador por Reserva do Cabaçal, Douglas da Silva (Republicanos), de 33 anos, atribuiu o ataque que sofreu na sessão de segunda-feira (7) a uma retaliação política. 

Segundo diz, tudo começou depois que ele fez uma denúncia no Ministério Público Estadual contra o presidente da Câmara, Adão Vulp Santana (PP).

Na noite de segunda, pouco antes da sessão, um homem invadiu o plenário e ameaçou Douglas de morte. Em seguida sacou uma arma da cintura. 

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Depois de lutar com o homem, o parlamentar conseguiu desarmá-lo.Tudo foi filmado por pessoas que estavam no prédio da Câmara.

Conforme o parlamentar, o autor das ameaças é o irmão de um outro vereador no Município, Valtair Leopoldino Negris (Solidariedade), conhecido como Nenza, que mais cedo, nesse mesmo dia, o procurou para tirar satisfações sobre a denúncia feita contra o presidente da Câmara. Valtair e Adão são do mesmo grupo político.

“Tudo isso aconteceu porque eu fiz uma denúncia contra o presidente [da Câmara] por quebra de decoro parlamentar. Ele não nos respeita”, explicou o vereador. “Você pede um visto oficial e ele não aceita. Você pede um advogado e não tem um para orientar a gente na sessão quando vamos assinar os projetos”, complementou.

No documento enviado ao MPE, Douglas lista irregularidades como negar pedidos de vista sem qualquer justificativa, mesmo que a justificativa tivesse sido solicitada; não deixar que um vereador discuta um projeto “cortando a sua fala e passando para a votação”, entre outros.

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“Na parte da manhã o vereador [Valtair] tinha feito um boletim de ocorrência contra mim. Disse que eu tinha ameaçado ele”. Os dois discutiram, mas Douglas garantiu que não houve ameaças. “Falei: ‘Nenza, cuida da sua vida que eu cuido da minha’, e fui embora para o sítio”.

O invasor procurou Douglas no plenário questionando-sobre as ameaças que teria feito a Valtair. “O irmão desse rapaz [Valtair] falou que eu tinha ameaçado ele com uma arma, e eu nem com arma estava”.

Segundo o parlamentar, o ataque o deixou apreensivo e abalado, e ele pretende pedir proteção policial. Conforme o boletim de ocorrência, a arma encontrada com o invasor foi entregue à Polícia sem munição. “Mas eu não sei se ela estava vazia na hora do ataque”, disse o vereador.

“Eu fui o vereador mais votado da história do Município e eles começam a perseguir. Falo que é perseguição política”.

 

O vídeo

Nas filmagens é possível ver o invasor em pé segurando o vereador que está sentando. Os dois discutem e o parlamentar questiona: “O que eu fiz para você?”. Não é possível entender com exatidão o teor do restante da conversa.

Na sequência, o homem saca a arma do tipo garrucha (artesanal) e, para se defender, o vereador tenta desarmá-lo. Os dois então começam a lutar e acabam quebrando o púlpito de vidro do plenário.

“Ele estava com ela na cintura, só que estava tampado, não dava para ver, quando levantou era uma garrucha, pulei na mão dele e tirei”.

Algumas pessoas saem correndo quando o embate começa. Outras se aproximam para, aparentemente, conter a briga.

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Douglas consegue desarmar o invasor e passa a arma para outra pessoa. Segundo o Parlamentar, ele e o homem eram amigos de infância.

O sobrinho do invasor homem também teria participado das ameaças.

 

O boletim de ocorrência

A Polícia Militar foi acionada por outro vereador que estava fora do plenário no momento da briga, por volta das 19h40. 

O parlamentar estava em outra sala e ouviu uma discussão e barulhos. Quando entrou no plenário viu o púlpito de vidro já quebrado e as pessoas comentando que um homem armado estava no local tentando contra a vida de uma pessoa.

Pouco depois o vereador Douglas também entrou em contato com a Polícia Militar para registrar a tentativa de homicídio.

Na Câmara uma das testemunhas entregou à Polícia a arma artesanal que estava com o invasor.

Segundo o relato, as imagens entregues pela vítima mostram o início do desentendimento.

“A vítima ao tentar defender-se do suspeito retirando o objeto que ele acreditava ser arma de fogo, ambos entraram em luta corporal”, diz trecho do documento.

Douglas afirmou ter saído da Câmara por não se sentir seguro no local.

Segundo o registro, Douglas afirmou ter ouvido os gritos do sobrinho do invasor – possivelmente o homem que aparece nas filmagens perto dos dois durante a discussão – dizendo: “Foi o tio Nenza quem mandou, não faz isso não, não faz isso não”.

O documento não revela a motivação da discussão.

FONTE/ REPOST: LIZ BRUNETTO – MÍDIA NEWS 

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Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032

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A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.

A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.

Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.

Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.

Articulação institucional

O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).

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A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).

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