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EUA criticam parecer da ONU sobre ocupação israelense

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Os EUA criticaram “a amplitude” da opinião do principal tribunal da ONU de que a ocupação israelense dos territórios palestinos é ilegal, com Washington dizendo que isso complicaria os esforços para resolver o conflito.

“Temos deixado claro que o programa de apoio do governo de Israel aos assentamentos é inconsistente com a lei internacional e obstrui a causa da paz”, disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA no sábado em um e-mail.

“No entanto, estamos preocupados com o fato de que a amplitude da opinião do tribunal complicará os esforços para resolver o conflito”, acrescentou o Departamento de Estado.

A Corte Internacional de Justiça disse na sexta-feira que a ocupação de Israel dos territórios e assentamentos palestinos é ilegal e deve ser encerrada o mais rápido possível, apresentando suas conclusões mais fortes até o momento sobre o conflito israelense-palestino.

O Departamento de Estado disse que a opinião da CIJ de que Israel deve se retirar o mais rápido possível dos territórios palestinos é “inconsistente com a estrutura estabelecida” para resolver o conflito.

Washington disse que essa estrutura levou em consideração as necessidades de segurança de Israel, que, segundo ele, foram destacadas pelos ataques a Israel em 7 de outubro de 2023 pelo grupo islâmico palestino Hamas. Esses ataques mataram 1.200 pessoas, e cerca de 250 foram feitas reféns, de acordo com os registros israelenses.

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Solução de dois Estados

O parecer consultivo dos juízes da CIJ não é vinculativo, mas tem peso sob a lei internacional e pode enfraquecer o apoio a Israel.

O Departamento de Estado disse que o caminho a seguir é por meio de negociações diretas.

“Os assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, e o regime associado a eles, foram estabelecidos e estão sendo mantidos em violação ao direito internacional”, disse o presidente da CIJ, Nawaf Salam, na sexta-feira, ao ler as conclusões de um painel de 15 juízes.

O tribunal disse que as obrigações de Israel incluem o pagamento de restituição por danos e “a evacuação de todos os colonos dos assentamentos existentes”.

Israel rejeitou a opinião e disse que um acordo político só pode ser alcançado por meio de negociações. O gabinete do presidente palestino Mahmoud Abbas saudou o parecer, que chamou de histórico.

O Departamento de Estado disse que “desencoraja fortemente” as partes de usar o parecer da CIJ “como pretexto para outras ações unilaterais que aprofundem as divisões ou para suplantar uma solução negociada de dois Estados”

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O caso da CIJ tem origem em uma solicitação de 2022 de um parecer jurídico da Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele é anterior à guerra de Israel em Gaza, que começou após os ataques de 7 de outubro e matou quase 39.000 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob o domínio do Hamas, causando uma crise de fome, deslocando quase toda a população de Gaza, que é de 2,3 milhões de pessoas, e estimulando alegações de genocídio que Israel nega.

O parecer da CIJ afirma que o Conselho de Segurança da ONU, a Assembleia Geral e todos os Estados têm a obrigação de não reconhecer a ocupação como legal nem “prestar ajuda ou assistência” para manter a presença de Israel nos territórios palestinos.

Fonte: EBC Internacional

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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