POLÍCIA
Operação cumpre 17 mandados contra receptadores e recupera celulares roubados, avaliados em R$ 28 mil
POLÍCIA
Uma operação deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Várzea Grande, nesta quinta-feira (20.10), resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e a recuperação de 17 celulares modelos smartphones avaliados em quase R$ 28 mil. A Operação Avaro resultou ainda na autuação de 17 pessoas pelo crime de receptação.
Os aparelhos recuperados são oriundos de roubos e furtos registrados em Várzea Grande em 2021 e neste ano. Entre as ocorrências investigadas pela Derf está um roubo ocorrido em março deste ano, quando uma idosa de 71 anos aguardava o ônibus em um ponto, nas proximidades do shopping, da cidade. Ela foi abordada por dois criminosos armados, que roubaram o smartphone avaliado em R$ 2,5 mil.
Outro roubo de celular ocorreu em outubro do ano passado. Um jovem de 19 anos também estava esperando um ônibus, no bairro Vila Arthur, quando um ladrão armado rendeu a vítima e subtraiu o aparelho celular, avaliado em R$ 1.850,00.
A Derf de Várzea Grande também apurou o roubo registrado no dia 25 de junho deste ano, quando uma adolescente de 14 anos, que estava em uma festa junina, no bairro Jequitibá, foi rendida por um homem armado com uma faca, que levou seu celular. Outro furto apurado pela delegacia ocorreu no mês passado, no interior do transporte coletivo, cuja vítima, uma idosa de 65 anos, teve o smartphone levado.
Já em 2021, a delegacia especializada registrou no mês de julho um roubo, no centro da cidade, quando a vítima foi abordada por dois criminosos, munidos de arma de fogo, que ordenaram que entregasse os pertences e roubaram a carteira com documentos e dinheiro e o celular, avaliado em R$ 1.500,00 reais.
Outros furtos ocorreram em abril, julho e outubro. Uma ocorrência foi em uma clínica médica, situada no centro da cidade. A vítima estava realizando tratamento contra câncer e teve o aparelho celular, avaliado em R$ 2 mil furtado no local. Outro crime ocorreu no bairro Nova Fronteira e vitimou um adolescente de 13 anos, que havia acabado de sair da escola. Um homem se aproximou, simulando passar mal e pediu que a vítima buscasse um pouco de água para tomar um remédio. O adolescente deixou a mochila, foi buscar a água e quando voltou, o celular havia sumido. Uma vítima que estava em uma casa noturna também teve o celular furtado.
Um roubo ocorrido no dia 29 de julho vitimou uma paciente que havia acabado de sair da fisioterapia e caminhava em direção a sua residência, no Jardim Glória. Ela foi abordada por um criminoso, que a ameaçou para roubar o smartphone, avaliado em 2.000,00 reais.
A delegada da Derf de Várzea Grande, Elaine Fernandes, pontua que a unidade prioriza o trabalho de combate à receptação de aparelhos celulares por compreender que não se trata apenas de um bem material, mas, muitas vezes, de um instrumento de trabalho, estudo e o meio que a vítima utiliza para se comunicar com os familiares.
“Nesse sentido, a delegacia não mede esforços, pois na maioria dos casos, tratam-se de vítimas de menor poder aquisitivo que compram os aparelhos de forma parcelada e, observa-se que são atacadas pelos criminosos, geralmente nos pontos de ônibus ou caminhando de volta para casa. Em alguns casos, trata-se de idosos, o que demonstra a covardia do criminoso, que além de não respeitar a pessoa, ainda pratica o crime, quando a vítima se encontra numa situação ainda mais vulnerável”, destacou a titular da Derf.
Fonte: PJC MT
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.