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Policial Civil caminha 3 mil km e atravessa maior praia do mundo para pagar promessa feita há 10 anos

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POLÍCIA


Camila Molina/Polícia Civil-MT

Uma caminhada de mais de três mil quilômetros, passando por diferentes estados do país e terminando com a travessia do Cassino, considerada a maior praia do mundo, localizada no Rio Grande do Sul. Esse foi o desafio que o policial civil, Lindomar César de Araújo, lotado na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), enfrentou para cumprir uma promessa feita há 10 anos pela saúde de amigos e familiares.

O escrivão fez a promessa no ano de 2012, quando uma tia, que estava com câncer passaria por uma cirurgia. Na ocasião, o policial prometeu que se a tia fosse curada da doença, ele faria uma caminhada até a cidade dela, São Pedro da Serra, no Rio Grande do Sul.

Para ter tempo para se preparar, o escrivão colocou que teria 10 anos para pagar a promessa. Com o passar dos anos, e a chegada da pandemia, alguns colegas hospitalizados e o risco para parentes e amigos, Lindomar decidiu acrescentar a quilometragem da sua promessa para que todos ao seu redor passassem bem e sobrevivessem à Covid-19.

A promessa de caminhada se estendeu até o Chuí e para finalizar, o escrivão prometeu que se nenhum colega ou parente falecesse em razão da Covid, ele faria a travessia do Cassino/Chuí, onde está a maior praia do mundo, uma faixa de areia deserta e extensa, que vai do Rio Grande Sul até a fronteira com o Uruguai. O percurso é praticamente deserto só se vendo movimento nos primeiros quilômetros e depois não podendo contar mais com a ajuda de mais ninguém.

Início da jornada

Prestes a terminar o período de 10 anos para cumprir a promessa, Lindomar aproveitou que tinha cinco meses de férias para finalmente pagar o prometido. A preparação começou em 2020, quando o escrivão começou a ir de bicicleta para o serviço e a fazer caminhadas mais longas (de 10, 15 e até 40 quilômetros) para se preparar.

Durante uma caminhada mais longa, ele percebeu que seria muito difícil cumprir o objetivo carregando uma mochila de aproximadamente 40 quilos, por mais de 90 dias e que ele precisava de um carrinho para carregar os itens necessários durante a viagem. Poucos dias antes de viajar, Lindomar enquanto comprava os equipamentos, viu o carrinho de feira, que foi seu companheiro durante toda a viagem e que precisou ser adaptado durante o percurso.

A viagem do escrivão iniciou no dia 09 de outubro de 2021, quando ele saiu de Cuiabá inicialmente de bicicleta até a cidade de São Gabriel D’Oeste, de onde começou a sua jornada a pé. A viagem teve um percurso total de 3.184 quilômetros, destes 600 km foram de bicicleta, 2500 caminhando e o restante (aproximadamente 84 km), foram feitos em três situações em que o escrivão precisou pedir carona, por estar lesionado ou por ter problemas com o carrinho.

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“Eu aproveitei os primeiros dias, que a minha esposa poderia me acompanhar (ela de carro e ele de bicicleta), caso eu tivesse algum problema e fiz uma rota bem alternativa, não fui pelo caminho mais curto. Fui para Santa Catarina visitei parentes, e após a visita eles me traziam de volta para rota, eu continuei, fui para o Rio Grande do Sul, para o litoral, chegando ao Cassino, quando você já pega a praia e são cinco dias e meio/seis de travessia, isolado do resto do mundo”, disse.

Travessia do Cassino

Com o aumento da quilometragem, o escrivão passou a pensar em um novo trajeto e assistir vídeos de pessoas que faziam caminhadas do Oiapoque ao Chuí, porém não tinha o interesse de fazer nenhum percurso pela praia, por não ter um equipamento adequado para areia. “Porém como essa parte final da promessa englobava todo mundo passar pela pandemia bem, e por ser uma coisa muito séria, então comecei a pensar que tinha que ser um percurso mais marcante e decidi fazer pela praia”, lembra.

Lindomar lembra que nos primeiros dias de viagem não tinha resistência e que o carrinho ainda era muito rústico. Pouco antes de chegar a Naviraí (MS), o escrivão conheceu um caminhoneiro que indicou uma oficina na cidade, onde o escrivão pode adaptar o seu carrinho, trocando os tipos de rodas e trazendo maior flexibilidade do guidão, o que melhorou as condições de viagem.

Quando chegou para fazer a travessia do cassino, o escrivão já estava fortalecido pelos dias anteriores que tinha rodado, tinha mais resistência, pois tinha passado por rodovias, subindo serras durante os trajetos entre os estados de Paraná e Santa Catarina.

“Chegou à areia foi como se eu tivesse em uma subida daquelas, o que me facilitou muito, foi tranquilo, não tive calos nos pés, porque já estavam fortes. Encontrei um casal que também estava fazendo a travessia, porém teve que desistir no segundo dia de viagem, em razão das lesões”, disse.

A partir de então foram seis dias de travessia, em um lugar ermo, em contato direto com a natureza, em que o escrivão aprendeu a valorizar ainda mais as pequenas coisas da vida. “Eu não sabia armar a barraca direito, não tinha equipamento adequado. Um dia tive que armar a barraca atrás de uma boia e foi a pior noite da minha vida, era muito vento, tipo de deserto, que me deixou com areia pelo corpo todo. No outro dia peguei um trecho de areia muito fofa e maré alta, conseguindo caminhar apenas 25 quilômetros naquele dia”, lembra.

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Fazendo entre 38 a 45 quilômetros por dia, Lindomar terminou a travessia da maior praia do mundo  no dia 1º de janeiro, às 14 horas, terminei de chegar nos Molhes da Barra do Chuí, optando ainda por ir até o Chuí a pé, por ser complicado pegar um ônibus circular carregando seu carrinho e todo equipamento.

Lições pelo caminho

Lindomar disse que durante a viagem conheceu muitas pessoas e também teve muita sorte de não ter enfrentado nenhum perigo. Nos caminhos em que passou conversou com muitas pessoas, conheceu muitas histórias. “Na estrada, você encontra muitas pessoas, algumas são receptivas, outras não. Geralmente as pessoas têm problemas familiares e por isso estão na estrada”, disse.

Entre as muitas pessoas que conheceu estava um homem que mora na BR 386, há mais de 30 anos, andando de uma ponta a outra na rodovia. Durante a travessia do cassino, o escrivão conheceu um ciclista que largou tudo que tinha para buscar o mundo de bicicleta.

Com tudo que viveu nos dias 83 dias de viagem, Lindomar disse que uma das maiores lições que leva é dar valor às pequenas coisas que já estão presentes em nossas vidas. Em um dos dias que estava na estrada, um homem em uma motocicleta parou para conversar com o escrivão e depois fez uma oração para ele.

“Eu fiquei emocionado e era o que estava precisando muito naquele momento, porque eu estava fraquejando por estar muito cansado. O tempo vai passando e você se acostuma com tudo que tem e passa a não dar valor, mas quando você está na estrada um copo de água, uma palavra amiga, fazem muita diferença e podem ser fundamentais para você continuar”, finalizou..

Para registrar as dificuldades enfretadas, histórias e belas paisagens que aconteceram durante a viagem, o policial criou o canal do YouTube:: SEMPRE EM FRENTE- L. C Araújo  onde estão registrados os melhroes momentos da sua aventura. 

Fonte: PJC MT

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MATO GROSSO

Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado

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A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.

Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.

A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.

O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.

Investigação

Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.

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As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.

As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.

Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.

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Reaver veículo e desistência de ação

De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.

Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.

As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.

Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.

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Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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