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CUIABÁ

RACHADINHA

Comissão de Ética cita corrupção e sugere cassação de petista em Cuiabá

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POLÍTICA MT

O relator da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Kássio Coelho (Patriota), emitiu parecer pela cassação do mandato da vereadora Edna Sampaio (PT), investigada por suposta prática de rachadinha com a Verba Indenizatória de sua exchefe de gabinete, Laura Natasha de Oliveira Abreu e seu marido, o servidor público Willian Sampaio. A ex-servidora teria repassado cerca de R$ 20 mil referentes a sua V.I a uma conta corrente pessoal da petista.

O relatório com o parecer de Coelho foi lido, em sessão da Comissão de Ética, na tarde desta quinta-feira (17). De acordo com o documento, ficou comprovado a apropriação indébita por parte da vereadora.

Portanto, recomendou-se a perda do mandato. O parecer foi aprovado pelos demais membros da Comissão de Ética.

Kássio Coelho explicou que o voto foi puramente técnico sem cunho pessoal. O  parlamentar explicou que decidiu não incluir a demissão de Laura Natasha no  relatório.

Ela estava grávida quando foi exonerada pela vereadora. A decisão, segundo ele, se deu porque os dois assuntos não se misturam e a demissão da ex-servidora não era pertinente no caso em questão.

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À ocasião, a Câmara desembolsou R$ 70 mil para pagar os direitos trabalhistas da ex-chefia de Gabinete. O assunto voltou à tona durante as oitivas de todos os envolvidos no caso e as vereadoras Michelly Alencar (União Brasil) e Maysa Leão (Republicanos) ficaram revoltadas com as circunstancias da demissão de Laura e afirmaram que iriam fazer uma representação contra a petista, junto à Comissão de Ética, para apurar o caso.

“É um relatório técnico, não é nada pessoal. Me dou muito bem com a vereadora Edna, sentamos dois anos e poucos juntos, a gente brinca, mas eu não posso misturar as coisas. Preciso ser técnico. Não é agressão pessoal, não cito, em nenhum momento, a questão de gestação da Laura porque não tem nada a ver.”, pontuou.

Ainda, o relator esclareceu que a decisão agora está nas mãos dos demais vereadores que votarão pela perda de mandato ou não. Mas, segundo o relator, Edna Sampaio terá o direito de se defender no plenário. “O voto técnico da comissão não quer dizer que é o voto do plenário. O plenário é a parte política e aqui é a parte técnica. Ela vai ter direito de defesa no plenário conforme Regimento Interno. No plenário é a parte política, vai ser soberano, essa Casa não está cassando ninguém, ela não está cassada, ela terá direito de defesa”, pontuou.

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Na avaliação de Coelho, os vereadores que têm um posicionamento de oposição à petista deverão votar pela cassação. Agora, o processo segue para avaliação do presidente da Casa de Leis, Chico 2000 (PL), segue para a Comissão de Constituição e Justiça do Parlamento Municipal e posteriormente será votado pelos demais vereadores, que podem ou não concordar com a punição indicada pelo relator.

O presidente da Câmara Municipal ainda deverá escolhar se vai convocar uma sessão extraordinária para julgar a questão ou se a votação será feita durante as sessões ordinárias, que acontecem todas as terças e quintas-feiras. O caso terá um desfecho final ainda neste mês.

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Governo esclarece fala de Mauro Mendes sobre câmeras em fardas de policiais

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A Secretaria de Estado de Comunicação esclareceu a fala do governador Mauro Mendes durante entrevista à rádio CBN, onde ele discutiu a proposta de colocar câmeras nas fardas de policiais. De acordo com o governo, o governador não fez ataques à magistratura estadual ou a qualquer outra categoria, como foi interpretado erroneamente em algumas versões de sua declaração.

Em relação à fala do governador Mauro Mendes na entrevista à rádio CBN sobre câmera nas fardas de policiais, a Secretaria de Estado de Comunicação esclarece que:

O governador Mauro Mendes não atacou a magistratura estadual ou qualquer outra categoria, fato que fica evidente em sua declaração.

Ele falou de forma genérica que casos de erros cometidos por profissionais da segurança podem ocorrer, mas tambem em diversas profissões e na classe política – a qual o próprio governador pertence.

Infelizmente, a frase foi interpretada de forma equivocada, pois circulou uma versão com corte. Segue a íntegra da fala do governador e o vídeo em anexo.

“Quando a gente discute esse negócio das câmeras aí, das fardas, botar câmeras nas fardas policiais. Se nós vamos botar câmeras porque um ou dois policiais, ou um por cento, dois por cento, comete alguma coisa errada, vamos colocar a câmera em todo mundo, para vigiar todo mundo, então tá bom. Vamos colocar a câmera em todos os políticos, em todos os governadores, em todos os prefeitos, em todos os deputados estaduais. Ei, mas tem juiz que também vende sentença, foi flagrado vendendo sentença, desembargador vendendo sentença. Então vamos botar câmera em todos os juízes, em todos os desembargadores. Ei, tem gente do Ministério Público também, então vamos colocar câmera em todo mundo do Ministério Público. Então, existem umas discussões às vezes, que elas são muito atravessadas, né?”

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