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“Se vereadores não investigarem, será a maior vergonha da história”

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O governador Mauro Mendes (União) criticou duramente os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá por aprovarem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a intervenção do governo estadual na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A intervenção foi chefiada pelo procurador do Estado, Hugo Fellipe Lima, de 28 de dezembro de 2022 a 6 de janeiro, por uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A medida, no entanto, foi barrada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Mendes afirmou que os vereadores deveriam concentrar o trabalho em investigar as denúncias em relação à Saúde da Capital. Ele ainda citou a prisão do ex-secretário de Saúde, Célio Rodrigues, acusado de R$ 1 milhão em desvio de dinheiro público.

“Seria uma boa oportunidade da Câmara abrir uma CPI para investigar o denunciado e preso ex-secretário, que está levando nota fria para a Secretaria e sacando dinheiro na boca do caixa”, afirmou.

“Se os vereadores não investigarem isso, é a maior pouca vergonha da história da Câmara de Cuiabá. Vai entrar para o Guinness Book também”, acrescentou.

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A CPI contou com 15 assinaturas de vereadores aliados do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e propõe investigar supostos abusos de autoridade cometidos pela equipe de intervenção nomeada pelo Governo do Estado.

À imprensa, o governador questionou a CPI em contraste com o silêncio dos vereadores em relação à Operação Hypnos, que denunciou o suposto desvio de R$ 1 milhão da Saúde de Cuiabá, por meio de uma compra fictícia do medicamento Midazolan.

Além do ex-secretário preso pela segunda vez, outros dois servidores da Empresa Cuiabana de Saúde também foram alvos da operação e foram afastados de suas funções. Eduardo Vasconcelos, coordenador administrativo da empresa, foi apontado como “principal aliado” de Célio no esquema. 

“Um caso foi denunciado, mas será que foi só um ou terão dezenas, centenas? A Câmara vai ficar quieta quando o cara estava roubando dinheiro da Saúde e as pessoas morrendo por falta de remédio na pandemia e até hoje?”, questionou Mendes.

 

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Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados em pesquisa para deputado estadual em Mato Grosso

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A corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) segue marcada por um alto índice de indefinição do eleitorado. Pesquisa de intenção de voto espontânea realizada pelo Instituto Mais, por encomenda do Portal VG Notícias, revela que 62,7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 20,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, os dois grupos representam 83% do eleitorado sem um voto definido.

Entre os nomes lembrados espontaneamente pelos entrevistados, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) lidera com 1,8% das citações.

Indecisão é o principal cenário da disputa

O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual ainda está em uma fase inicial de consolidação. Como a pesquisa foi realizada no formato espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos aos entrevistados, o percentual elevado de indecisos demonstra que a maioria dos eleitores ainda não definiu sua escolha para a ALMT.

Além dos 62,7% que não souberam responder, os 20,3% que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto ampliam o cenário de indefinição para mais de oito em cada dez eleitores.

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Lúdio lidera lembrança espontânea; Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados

Na pesquisa espontânea, Lúdio Cabral aparece na primeira colocação, com 1,8% das intenções de voto. Em seguida estão Dr. João (MDB), com 1,5%; Thiago Silva (MDB), com 1,4%; Gilberto Cattani (PL) e Max Russi (Podemos), ambos com 1,3%; e Eduardo Botelho (MDB), com 1,2%.

Na sequência aparecem Aldecino Lopo (Podemos) e Nininho (PSD), ambos com 0,8%, seguidos por Meraldo Sá (Podemos) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 0,7% cada. Jéssica Riva registra 0,5%, enquanto Valdir Barranco (PT) soma 0,4%.

O levantamento também registra um grupo de candidatos lembrados por 0,3% dos entrevistados. Entre eles está Alex Rodrigues, além de Moacir Couto, Zé Carlos do Pátio, Alan Porto, Diego Guimarães, Beto Dois a Um, Carlos Sirena, Ari Lafin, Léo Bortolin, Alcino Barcelos e Adenilson Rocha.

Segundo o relatório divulgado, candidatos com percentual inferior a 0,3% não foram individualizados na tabela da pesquisa.

Como foi realizada a pesquisa

O levantamento foi conduzido pelo Instituto Mais entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes municípios de Mato Grosso.

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A pesquisa possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A definição da amostra utilizou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022.

O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.

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