Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Com 85% das UTIs de Covid ocupadas, MT vive situação crítica

Publicados

MATO GROSSO

DA FOLHAPRESS

Impulsionada pela nova escalada dos casos de Covid no país, a ocupação de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) para pacientes com coronavírus cresceu em 18 estados e no Distrito Federal na última semana, aponta levantamento da reportagem realizado junto aos governos estaduais.

Ao menos oito unidades da federação já têm 80% ou mais das vagas públicas de UTI para Covid-19 em uso. Há uma semana, eram apenas quatro estados nesse mesmo patamar.

Distrito Federal, Rondônia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Piauí e Pernambuco são os que estão em situação mais crítica.

O Distrito Federal está entre as unidades da federação que apresentam cenário mais grave. A capital federal tinha 90% dos leitos públicos de UTI ocupados no final da tarde desta terça-feira (25).

Ao todo, a capital possui 73 vagas de UTI para Covid, sendo que 58 estão ocupadas, 10 estão aguardando liberação (bloqueadas) e 5 estão vagas.

A taxa de ocupação chegou a 100% no DF na manhã desta terça, mas o governo local liberou alguns leitos que estavam bloqueados e o percentual caiu a 90%. O governo informou que 9 em cada 10 internados não estão vacinados ou não receberam ao menos duas doses.

Por causa da explosão de casos, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu que, a partir desta segunda, o Hospital Regional de Samambaia vai atender apenas casos de Covid, com exceção da maternidade.

Há 98 pacientes aguardando leitos de UTI na capital federal, sendo 7 desses com confirmação ou suspeita da Covid-19, que devem ser direcionados para unidades com atendimento da doença.

Outros dois estados do Centro-Oeste também superaram o patamar de 80% de ocupação. Em Goiás, 84% dos leitos de terapia intensiva já têm pacientes. Na capital, a pressão é ainda maior: mesmo com o incremento de 73 novas vagas em uma semana, 97% estão cheias.

Nas últimas semanas, a prefeitura de Goiânia reduziu o limite de público de eventos e estabelecimentos para 500 pessoas. Bares, restaurantes, celebrações religiosas, shopping centers, academias, salões de beleza e teatros só podem funcionar com 50% da sua capacidade.

Leia Também:  Atleta de 14 anos do programa de bolsa do Governo de MT é convocado para Sul-Americano de Tênis

Em paralelo, a administração municipal reforçou a fiscalização contra festas clandestinas. No último final de semana, 8 locais foram fechados dentre 20 visitados por infrações às regras sanitárias.

Em Mato Grosso, o índice de UTIs ocupadas é de 85%, superior ao da semana passada. Na capital, UBSs (unidades básicas de saúde) de quatro bairros suspenderam os atendimentos na segunda (24) após profissionais de saúde terem sido diagnosticados com gripe ou Covid-19.

Nos estados do Nordeste, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí enfrentam os piores quadros.

No Rio Grande do Norte, a ocupação das unidades de terapia intensiva chega a 84%. As UTIs públicas pediátricas, com apenas três vagas, estão lotadas.

O governo do estado informou nesta terça que, diante da situação atual, está expandindo a oferta de leitos críticos e clínicos na rede. A média móvel de pedidos por leitos quadruplicou de 15, em 26 de dezembro, para cerca de 60 um mês depois.

O Piauí também teve um aumento repentino na ocupação de UTIs na última semana, saindo de 58% para 82%. Agora figura na lista de estados com maior risco de colapso no sistema de saúde.

Pernambuco, por sua vez, reduziu o percentual de 86% para 80%, mas se mantém em um cenário considerado crítico. A queda proporcional foi causada pelo aumento no número de leitos disponíveis, que subiu de 952 para 1.002.

Por causa da escalada de casos da influenza H3N2 e da Covid-19, o estado retomou medidas restritivas. Os eventos foram limitados a 3.000 pessoas pelo menos até a próxima segunda (31), e o passaporte vacinal passou a ser exigido em bares, restaurantes, cinemas, teatros e museus.

Especialistas defendem o endurecimento desse tipo de limitação. O médico Bruno Ishigami, do Recife, explica que, mesmo com a variante ômicron provocando mais casos leves, a quantidade de casos é tão elevada que o número absoluto de pessoas que precisam de internação é muito alto.

“Festas privadas, por serem uma aglomeração com 3.000 pessoas, podem ajudar a aumentar a taxa de contaminação com vírus circulantes. O ideal é a proibição das festas agora”, afirma.

Nos estados do Norte, Rondônia também enfrenta um quadro crítico, com 91% das 55 vagas para pacientes graves com Covid-19 ocupadas. Um dos três hospitais com leitos públicos para Covid da capital, Porto Velho, já não tem mais vagas.

Leia Também:  Traficantes que atuavam na modalidade delivery são presos com grande quantidade de drogas

O Amazonas, que viu o seu sistema de saúde colapsar nas duas primeiras ondas da doença, tinha 81% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados neste domingo (23). Desde o início do mês, o número de pacientes graves internados na capital amazonense mais do que triplicou, saltando de 23, em 1º de janeiro, para 74 neste domingo.

Em meio à explosão da transmissão do vírus, o governo do estado decidiu alterar o registro de leitos nesta segunda, deixando de informar quantos estão disponíveis para Covid-19 e quantos estão ocupados.

O Amazonas divulgou apenas o número de pacientes internados com a doença e a ocupação total das UTIs (60%), incluindo as que não são direcionadas para Covid. Questionada pela reportagem sobre o motivo da mudança, a secretaria de Saúde não respondeu.

No estado do Rio de Janeiro, a ocupação de UTIs públicas deu um salto de 10% para 62% em apenas uma semana, mesmo com a abertura de 60 leitos. A maioria dos internados é de idosos com comorbidades e pessoas que não tomaram o reforço da vacina, segundo médicos.

O tempo médio de espera para hospitalização já chega a mais de dois dias na capital fluminense, onde a ocupação pulou de 64% para 77% no período. Estado e cidade não informaram a situação dos leitos pediátricos.

Em São Paulo, a taxa também cresceu e chegou a 65% no estado e 72% na capital, segundo a Fundação Seade. Ambas as gestões seguem ampliando o número de leitos de UTI para Covid-19, mas ainda assim a ocupação segue em alta.

Na avaliação de Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19, a escalada de casos do novo coronavírus está disseminada em todo o país.

“É tão maior o número de novos casos que, mesmo se a gente tiver 90% de redução na proporção das hospitalizações de antes da vacina, isso ainda pode pressionar o sistema de saúde”, afirma.

Outro problema, diz Schrarstzhaupt, é que a disseminação da doença também atinge os profissionais de saúde, que estão desfalcando os hospitais. “Um leito não é só a cama, mas também equipamento e equipe”, ressalta.

Ele avalia que, para frear a atual curva crescente, seria necessário voltar a reforçar cuidados adotados antes da vacinação, como o uso de máscaras com boa vedação e o distanciamento social.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

Publicados

em

Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

Leia Também:  "Comunicar descumprimento de medida protetiva é importante para coibir crimes mais graves", alerta delegada

Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

Leia Também:  Mais de 400 mil pessoas concorrem ao sorteio mensal do Nota MT

O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA